Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, XI Mostra da Pós-Graduação

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“CANTINHO DO PENSAMENTO”: VIVÊNCIAS DE CRIANÇAS NA CRECHE
ELIANE MARIA de Jesus, Silas Borges Monteiro

Última alteração: 01-10-19

Resumo


Esta pesquisa sob o título provisório “Cantinho do Pensamento”: vivências de crianças na creche, compõe as pesquisas da linha Cultura, Memória e Teorias em Educação do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Mato Grosso (PPGE/UFMT) no marco teórico do grupo de pesquisa Estudos de Filosofia e Formação, sub-linha: Experimentações em teorias e práticas educacionais, que investiga os saberes básicos do campo da educação, compreendidos na confluência com a dimensão filosófica ou psicológica, pois se utiliza de abordagens teóricas e metodológicas variadas associadas às questões relativas aos processos de escolarização e às que tratam de práticas educacionais fora do contexto escolar. O estudo iniciou-se em 2018, e busca apresentar as narrativas de crianças sobre suas vivências no “cantinho do pensamento”, prática instituída no cotidiano da instituição de Educação Infantil pesquisada. Para tal, apostamos nas narrativas das crianças no âmbito de uma cenacontecimento. Dessarte, procuramos responder: Que impulsos tomam a palavra nas narrativas das crianças sobre suas vivências no cantinho do pensamento? Compreendemos a escola como espaço e tempo que efetiva práticas educativas e disciplinares, que incidem sobre os corpos infantis, buscamos estudar uma dessas práticas, ou seja, o “Cantinho do pensamento”, no cotidiano de uma creche no município de Porto dos Gaúchos MT. A pesquisa constitui-se a partir da filosofia da diferença na busca de singularidades que operam por meio do gesto derridiano da desconstrução, no intuito de interpelar o modo hegemônico de pensar a criança e a infância fundados nas grandes narrativas e também algumas práticas disciplinares constituídas no interior da instituição infantil. Assim, por meio da pesquisa concebemos um modo outro em observar as crianças e as infâncias. Nesse movimento conhecemos infâncias não contínuas, a composição de crianças como criação, com suas artistagens e devires. Na tessitura metodológica da pesquisa apostamos na cartografia que nos auxiliou a trilhar o encontro com as crianças para a escuta de suas narrativas; utilizamos da observação participante e do diário de campo para acompanhamento e registro das cenas vivenciadas. Agenciamos pesquisar com crianças e não produzir discursos sobre elas. Por assim dizer, esta pesquisa segue os rastros da diferença presente nas multiplicidades dos espaços e tempos da creche.

Palavras-chave


Infâncias. Vivências. Estilos de individuação.