Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, XI Mostra da Pós-Graduação

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Uso de medidas protetivas contra o mosquito Ae aegypti em uma população de mato-grossense de médio porte participante de um inquérito soroepidemiológico em 2018
Dandára Thaís Oliveira Ferreira, Marina Atanaka, Lavinia Schüler Faccini, Giovanny Vinícius Araújo de França, Ana Cláudia Pereira Terças Trettel, Viviane Karolina Vivi Oliveira

Última alteração: 10-10-19

Resumo


Introdução: As arboviroses já se estabeleceram como crescente problema de saúde pública no mundo, seja por seu potencial de dispersão, possibilidade de disseminação causando epidemias, pela suscetibilidade da população e a gravidade dos casos gerados. O Ae aegypti, é vetor mais eficiente para os arbovírus porque alimenta-se preferencialmente do sangue de seres humanos, mantém-se ativo durante o dia, além de sobreviver a ambientes peridomiciliares próximos às pessoas. O Brasil é um país endêmico para o arbovírus dengue e a zika e chikungunya que emergiram no país entre 2014 e 2015. No ano de 2018 somente no município de Tangará da Serra foram confirmados 117 casos de dengue, em 2019 o município em questão esteve entre 27 municípios do estado de Mato Grosso com nível de infestação de risco de Ae aegypti. Objetivo: estimar a proporção do uso de medidas protetivas contra o mosquito Ae aegypti na população do município de Tangará da serra no ano de 2018. Metodologia: Estudo transversal do tipo inquérito soroepidemiológico com participação de 596 residentes na zona urbana de Tangará da Serra. Os residentes participantes da pesquisa foram entrevistados para obtenção de dados demográficos, socioeconômicos e sanitários como uso de tela em portas, uso de mosqueteiro e cobertura da caixa d’água. Medidas estatísticas foram utilizadas para descrever a proporção do uso de medidas protetivas entre os participantes. Resultados: No ano de 2018 foram analisadas 596 amostras sanguíneas de participantes do inquérito soroepidemiológico realizado no município de Tangará da Serra-MT. Dos 596 participantes, 67,8% pertenciam ao sexo feminino e 25,7% possuíam idade ≥ 55 anos; quanto ao grau de instrução e raça\cor, 26,8% possuíam o nível fundamental incompleto e 51,7% são de raça/cor parda; quanto ao estado civil 48,2% eram casados. Quanto ao uso de medidas preventivas protetivas dos 596 participantes da pesquisa 97,31% relataram não possuir telas de proteção em nenhuma porta; a porcentagem dos indivíduos que relataram não possuir telas nas janelas foi de 95,63%; quanto ao uso de mosquiteiro apenas 8% dos participantes relataram seu uso; com relação a presença de caixa d’agua no domicílio, apenas 565 indivíduos afirmaram possui-las e destes 96,63% as mantinham com cobertura (tampa). Conclusão: Nota-se a baixa adesão da população participante do estudo em Tangará da Serra a medidas preventivas contra o mosquito transmissor das arboviroses dengue, zika e chikungunya, onde apenas a cobertura das caixas d’água apresentou adesão superior a 95%. A não adesão ao uso de medidas preventivas protetivas contra o mosquito Ae aegypti mantém a população susceptível aos vírus por ele transmitidos, permitindo a possibilidade de disseminação dos vírus que podem causar severas e recorrentes epidemias.

Palavras-chave


Infecções por Arbovírus; Aedes; Inquéritos Epidemiológicos.