Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, XI Mostra da Pós-Graduação

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“As mina tão no corre, tá ligado?”: Uma análise da atuação social e política do Coletivo Mulheres do Hip-hop
Priscila Mendes Pedroso

Última alteração: 14-10-19

Resumo


Esta pesquisa investiga a percepção das integrantes do Coletivo Mulheres do Hip-hop, de Cuiabá, Mato Grosso, sobre as transformações nas próprias vidas a partir da atuação no referido movimento social. As mulheres se uniram para se expressar pelas artes da Cultura Hip-hop e o coletivo seria apenas um movimento artístico, não fosse o esforço para conquistar espaço em um campo dominado por homens. O movimento social nasceu do coletivo Favelativa – periférico, de população negra, em busca de inserção artística e social por meio do Hip-hop, mas que limitava a participação feminina. O Mulheres do Hip-hop se configurou, portanto, também como um coletivo feminista, debatendo machismo, direitos sociais das mulheres, violências e, transversalmente, abordando racismo, LGBTfobia, gordofobia, preconceito de classe, entre outros. O coletivo também promove atos políticos de transformação social, a exemplo de manifestações contra feminicídio e defesa de implantação de creches em bairros periféricos. Como método de pesquisa, além de se basear nas teorias feministas e no pensamento decolonial, foi escolhida a entrevista semiestruturada, com intuito de realizar uma análise da percepção subjetiva das entrevistadas sobre as influências do grupo, bem como da atuação social e política dessas mulheres. Considerando a riqueza das memórias delas, serão elaboradas, ainda, histórias de vida das entrevistas, com base em referências de História Oral.


Palavras-chave


Feminismo em Cuiabá, Cultura Hip-hop, histórias de vida