Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, XI Mostra da Pós-Graduação

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Podem inteligências artificiais ter consciência?
Liza Carolina Dabela Lanoa

Última alteração: 08-10-19

Resumo


O problema mente-corpo na filosofia da mente pretende investigar uma questão importante nas nossas vivências, a consciência. Justamente por isso, filósofos e filósofas explicaram os estados mentais em duas vertentes principais, o dualismo e o materialismo.  Os materialistas consideram os estados mentais como sendo estados físicos. E os dualistas, os estados mentais como sendo estados imateriais. É também como uma proposta de explicar o problema mente-corpo que surge o funcionalismo. Conceitualmente, o funcionalismo não é uma proposta nem materialista, nem dualista, já que o importante para essa teoria é as relações causais entre os estados mentais. O funcionalismo pode ser entendido como uma perspectiva de um nível abstrato, que admite estados mentais em outros seres fora dos seres humanos. É por essa dissociação dos estados mentais ao corpo, que o funcionalismo admite a consciência até nos dos temas mais ditos atualmente, a inteligência artificial. Como proposta de investigação para a pesquisa no programa de pós-graduação em filosofia na UFMT, a pesquisa iniciará com uma questão importante, de como se daria a possibilidade de um corpo sem o aparato biológico humano possuir consciência com a mesma proporção que a nossa. Por isso, surgiu a problemática de uma máquina possuir consciência. Remetendo a pergunta de Turing, da capacidade de uma máquina conseguir pensar, ou ainda se poderia existir a possibilidade de a inteligência artificial construir sua própria consciência. A pesquisa está também relacionada com um conceito recente, a singularidade tecnológica. E é a partir desse conceito filosófico que surgem vários questionamentos, por exemplo de como seria possível os estados mentais serem estados funcionais; se os robôs seriam capazes de ter autossuficiência; e se a singularidade tecnológica implica consciência. O conceito de singularidade tecnológica, remete ao momento em que a inteligência artificial alcançará uma independência dos humanos para seu funcionamento, e chegaria a ter um crescimento hiperbólico tão rápido que ultrapassaria as especulações matemáticas. Assim, a projeção se tornaria infinita, de modo que não poderíamos presumir quais fatos ocorreriam após esse acontecimento. Alves (2008) a define como: “a singularidade seria, numa definição mínima, o momento a partir do qual deixaria de ser possível fazer previsões sobre o desenvolvimento futuro da sociedade”. É justamente por esse crescimento, a singularidade, que a inteligência artificial pode se tornar forte, e passar a construir seus próprios pensamentos.


Palavras-chave


Mente; Inteligência Artificial; Consciência