Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, XI Mostra da Pós-Graduação

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GEOLOGIA E PROVENIÊCIA DA FORMAÇÃO DARDANELOS NA REGIÃO DA SERRA MORENA, ARIPUANÃ – NORTE DE MATO GROSSO
João Luiz dos Santos Neto

Última alteração: 09-10-19

Resumo


O Grupo Caiabis/Dardanelos (GC) (Sequência Dardanelos de Leite e Saes, 2003) na região da Serra Morena (Aripuanã – MT), composto por rochas da Fm. Dardanelos e soleiras basalticas da Fm. Arinos, localiza-se sobre as rochas paleoproterozóicas das províncias Rio Negro – Juruena de Tassinari e Macambira (1999), e província Rondônia – Juruena de Santos et al. (2000). Leite e Saes, 2003 descrevem os eventos envolvendo bacias proterozóicas da região como dois grandes pulsos tafrogênicos ([1] ~1,76 Ga – 1,36 Ga, [2] 1,36 Ga – 1,0 Ga), agrupando as bacias proterozóicas do Cráton Amazônico em duas Sequências; Sequência Beneficente (bacias com a gênese no primeiro pulso); Sequência Dardanelos (bacias com gênese no segundo pulso).Na Região da Serra Morena as rochas da Fm. Dardanelos, inseridas no Grupo Dardanelos, se dão por coberturas horizontalizadas recobrindo de forma discordante as rochas vulcanossedimentares da Sequência Roosevelt (Leite e Saes, 2003). O Grupo Dardanelos divide-se, até então, em duas unidades: Formação Arinos e Formação Dardanelos. A Fm. Arinos é constituída por basalto alcalino a calci-alcalino de idade K-Ar entre 1.4 e 1.2 Ga, que se da sobre a forma de soleira nas porções de topo da Fm. Dardanelos. Esta, por sua vez, é constituída por arenitos conglomeráticos na base, a sucessão para o topo apresenta arenitos imaturos com alto teor feldspático e de fragmentos líticos, possuindo estruturas sedimentares que implicam em ambientes fluviocosteiros. Segundo Leite e Saes (2003) essas características são atribuídas a uma deposição intracratônicas, assim como indicam dados de contagem modal aqui contidos. Novos dados geocronológicos (U-Pb – LA-ICP-MS em Zircão detrítico) indicam duas principais idades fontes (~1,4 e ~1,7 Ga) para as rochas do Grupo Dardanelos na região da Serra Morena. As paleocorrentes indicam fontes a NW, N e NE da bacia sedimentar em questão, com idades mais abundantes condizentes com granitos localizados a N da Faixa Nova Brasilândia, grupos minoritários de Zircões indicam fontes mais antigas >2.0 Ga. Levando-se em consideração os mecanismos de subsidência das bacias sedimentares através do tempo, e novos dados geocronológicos e de paleocorrente a interpretação de dois pulsos tafrogênicos necessita de revisão. A falta de informações e correlações estratigráficas das bacias proterozóicas do sudoeste do Cráton Amazônico é nítida, sendo evidenciada na busca bibliográfica sobre o tema. Tendo isto em vista este trabalho buscará acrescentar dados e sugestões especialmente quanto a proveniência desta bacia. Também abordará questões sedimentológicas e estratigráficas visando uma melhor descrição estratigráfica da área.

Palavras-chave


BACIAS PALEOPROTEROZÓICAS; CRÁTON AMAZÔNICO; GRUPO DARDANELOS