Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, XI Mostra da Pós-Graduação

Tamanho da fonte: 
OCORRÊNCIA DE GENES DE RESISTÊNCIA EM CEPAS DE Listeria monocytogenes ISOLADAS DE PRODUTOS DE ORIGEM ANIMAL NO ESTADO DE MATO GROSSO.
Jaqueline Oliveira Reis, Bruno Serpa Viera, Adelino Cunha Neto, Ricardo Carvalho Tavares, Carine Bagio Cavalcante, Eduardo Eustáquio Figueiredo Souza

Última alteração: 09-10-19

Resumo


O gênero Listeria engloba seis diferentes espécies bacterianas, e dentre elas somente a Listeria monocytogenes tem sido considerada patogênica para humanos e animais. A infecção por Listeria monocytogenes (listeriose) é considerada uma patologia grave, e está relacionada frequentemente com o consumo de produtos de origem animal contaminados pelo microrganismo. Isso tem ocorrido pelo fato desse microrganismo ser amplamente distribuído no ambiente natural como solo, água e fezes de animais, o que propicia a contaminação das carcaças em algum momento do processo produtivo. Além disso, a Listeria monocytogenes tem a habilidade de se desenvolver tanto em baixas como em altas temperaturas (-0,4 a 45ºC), sobrevivendo também por longos períodos em alimentos congelados, o que favorece sua persistência nos ambientes de processamento da carne. Um fato preocupante é que na medida em que os antibióticos usuais vão sendo utilizados, cepas cada vez mais resistentes vão sendo isoladas, fato esse considerado preocupante e que representa um problema de saúde pública. Por esse motivo o presente estudo será dirigido com o objetivo de verificar a ocorrência de genes que codificam resistência aos antimicrobianos em cepas de Listeria monocytogenes, identificadas em carnes de bovinos e aves encontradas em dois estudos que foram realizados em frigoríficos no estado de Mato Grosso. De um total de 50 amostras de carne bovina produzidas por 13 diferentes matadouros frigoríficos, e 100 amostras de carne de frango de um único abatedouro, foram isoladas 6 cepas de Listeria monocytogenes em carne bovina e 37 cepas em carne de frango. Esses 43 isolados comporão o banco amostral a ser analisado no presente estudo. Para avaliar o perfil dos genes de resistência dos isolados a agentes antimicrobianos utilizados no tratamento da listeriose, será empregada a técnica da reação em cadeia da polimerase em tempo real (q- PCR), para verificação da presença de genes de resistência aos antimicrobianos. Os genes selecionados foram tetK, tetL, tetM, tetT e tetA (para tetraciclina) e os genes erma e ermB (para eritromicina). Até o presente momento cepas de referência do laboratório-LABMMA (Salmonella spp), Listeria monocytogenes, Staphylococcus aureus e Streptococcus faecalis (Fundação Oswaldo Cruz-Fiocruz), estão sendo testadas para expressão dos genes citados. Contudo, detectou-se até o período atual a presença do gene TetL em cepas de Salmonella. O qual será utilizado como controle positivo em comparação com os 43 isolados que compõem o banco amostral deste estudo. Resultados futuros permitirão traçar um perfil dos genes de resistência das cepas de Listeria monocytogenes isoladas em carne de frango e carne bovina, gerando dados base para desenvolvimento de políticas públicas voltadas ao melhor controle do microrganismo e que permitam traçar estratégias mais específicas para o tratamento da listeriose de origem alimentar em humanos.

Palavras-chave


Listeria monocytogenes, genes de resistência, q-PCR, produtos cárneos

Texto completo: PDF