Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, XI Mostra da Pós-Graduação

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Dejetos liquido de suínos como fonte de adubação de Urochloa ruziziensis
Marinho Rocho Silva, Joadil Gonçalves Abreu, Oscarlina Santos Weber

Última alteração: 06-10-19

Resumo


Resumo: A suinocultura é uma importante atividade econômica, no entanto, a alta densidade de animais no seu sistema de criação, implica em maior concentração de resíduos orgânicos, o qual faz se necessário à destinação racional destes no ambiente, a fim de não comprometer a qualidade do solo, plantas e recursos hídricos.  Umas das alternativas é a utilização como fontes de nutrientes para as plantas forrageiras, pois os mesmos são ricos em fósforo, potássio e nitrogênio importantes na formação e manutenção da produção da forragem. Diante disso objetivou-se avaliar doses de dejeto liquido suíno (DLS) como fonte de adubação de Urochloa ruziziensis. O delineamento foi em blocos ao acaso com quatro tratamentos (DLS) e quatro repetições e dois anos de avaliação. O primeiro ano correspondeu aos meses de março, abril e maio, outubro, novembro, dezembro de 2014 e janeiro de 2015 (sete cortes); e o segundo ano aos meses de fevereiro, março, abril e maio de 2015 (quatro cortes). As doses de DLS foram definidas em 0; 10; 20 e 30 m3 ha-1, no primeiro ano; 0; 30; 60 e 90 m3 ha-1, no segundo ano. Cada parcela apresentava 11,0 m de comprimento e 5,0 m de largura. Após 30 dias de emergência foi realizado corte de uniformização a 15 cm de altura de resíduo e as adubações correspondentes a cada tratamento. Posteriormente, aos 30 dias, realizou-se o primeiro corte e os demais cortes foram realizados em intervalos a cada 30 dias. As variáveis analisadas foram: altura da planta (ALT), produção de massa seca (PMS), teor de proteína bruta (PB), fibra em detergente neutro (FDN), fibra em detergente ácido (FDA) e digestibilidade (DIMS). No primeiro ano, houve diferença nos níveis de adubação com DLS para as variáveis; produção de massa seca, altura de planta e proteína bruta, com ajuste linear crescente para as mesmas. Verificou-se na dose de 30 m3 ha-1: PMS de 27,99 t de MS ha-1, ALT de 59,95 cm, PB de 6,50 %, com incrementos de 30,89; 14,95 e 17 %, respectivamente, em relação dose sem adubação. Nas variáveis FDN, FDA e DIMS não houve diferença entre as doses de DLS, com média de 61,07; 31,94 e 61,71 %, respectivamente. No segundo ano, houve diferença entres as doses de DLS, com melhor ajuste ao modelo linear crescente, nas variáveis PMS, ALT e PB. Na maior dose (90 m3 ha-1), a PMS foi de 8,64 t de MS ha-1 por período, ALT de 41,78, PB de 7,42 %, com incrementos de 103,99; 39,42 e 15,27%, respectivamente, em relação a sem adubação. Nas variáveis FDN, FDA e DIMS não houve diferença entre as doses de DLS, com média de 61,07; 31,94 e 61,71 %, respectivamente. A Urochloa ruziziensis responde à adubação com DLS, com aumento na PMS e ALT sem comprometer a composição bromatológica da forragem, recomendando-se a dose de 90 m3 ha-1.


Palavras-chave


água residuaria, capins, forragem