Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, XI Mostra da Pós-Graduação

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Efeito do desbaste das árvores de eucalipto sobre a produtividade da soja na integração Lavoura-Pecuária-Floresta
ANDRE LUIZ DE SOUZA, Maurel Behling, Diego Camargo, Jonas Fallgatter, Gerson Uvida Barreto

Última alteração: 02-10-19

Resumo


A integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) visa a sustentabilidade dos sistemas produtivos pela fixação de carbono, aumento da ciclagem de nutrientes, diversificação de renda na propriedade e proporcionar conforto térmico na pecuária. No entanto, o manejo das árvores impacta diretamente na produtividade dos demais componentes do sistema. Assim, o objetivo do trabalho foi avaliar se o manejo de desbaste das árvores de eucalipto reduz a perda de produtividade da soja na ILPF. O experimento localiza-se na área experimental da Embrapa Agrossilvipastoril (Sinop-MT), implantado na safra 2011/12. Os tratamentos avaliados aos sete anos, na safra 2018/19, foram: 1) Lavoura (LE): sistema de cultivo exclusivo de soja; 2) ILPF-S: ILPF de eucalipto em faixas de linhas triplas (3(3,5 x 3 m) + 30 m), na orientação leste-oeste que no quarto ano foi desbastado para renque de linhas simples (3 x 37 m); 3) ILPF-T: ILPF de eucalipto em faixas de linhas triplas (3(3,5 x 3 m) + 30 m), na orientação leste-oeste que no quinto ano sofreu desbaste seletivo com remoção de 50% das árvores. O delineamento experimental é de blocos casualizados com quatro repetições. As variáveis área foliar específica (AFE) e massa foliar seca (MFS) foram avaliadas no estádio R5. O acamamento, estande de plantas, altura de plantas, peso de mil grãos (PMG) e produtividade foram avaliadas no estádio de desenvolvimento R8 da soja. A parcela de avaliação foi constituída de duas linhas de 5 m nas posições 3, 6, 10 e 15 metros de distância do renque central em quatro transectos na face sul e norte (FS e FN) e na LE as parcelas foram coletadas em cinco pontos aleatórios. Os tratamentos não diferiram (p > 0,35) para a AFE e também não houve diferenças entre a faixa de lavoura na face sul ou face norte para o ILPF-S e ILPF-T (p > 0,64) e entre as distâncias de 3, 6, 10 e 15 metros. Houve diferença para MFS (p < 0,06), a LE possui menor MFS que os sistemas ILPF. Os tratamentos não diferiram para o acamamento e estande de plantas. O ILPF-T apresentou a menor altura de plantas (56 cm) e a LE a maior (71 cm) (p < 0,05). O PMG foi maior no ILPF-T (p < 0,06). A produtividade de grãos de soja diferiu entre os tratamentos e foi de 2251,73, 2608,76 e 3027,45 kg ha-1 para o ILPF-T, ILPF-S e LE. A utilização do componente arbóreo impacta negativamente na produtividade da soja e o manejo de desbaste das árvores pode amenizar as perdas de produtividade. No desbaste seletivo de 50% das árvores (ILPF-T) a perda de produtividade da soja foi de 26% enquanto que no desbaste sistemático (ILPF-S) ela foi de 14%, ou seja, redução de 12% na perda de produtividade da soja.


Palavras-chave


Sistemas integrados, intensificação sustentável, Glycine max.