Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, XI Mostra da Pós-Graduação

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Meio ambiente do trabalho desequilibrado e a síndrome de burn-out.
Amanda Cristina Campos de Almeida

Última alteração: 06-10-19

Resumo


A alta demanda emocional, física e psicológica existente no ambiente profissional, com a crescente pressão por maior produtividade e cumprimento de metas, é uma das problemáticas vivenciadas por grande parte dos trabalhadores na atualidade. Entre as consequências da submissão a tais formas de trabalho, encontra-se o desenvolvimento das mais variadas patologias, sendo uma delas a síndrome de burn-out. Também conhecida como síndrome do esgotamento profissional, tal doença tem natureza ocupacional, e caracteriza-se pela multiplicidade de sintomas atinentes à condição física, psíquica e emocional da pessoa atingida. O termo “burn-out”, de origem inglesa, pode ser traduzido como “queimar por completo”, expressão que faz alusão ao desgaste total das energias de quem é afetado pela síndrome. Como dito, tal distúrbio se desenvolve no ambiente de trabalho, em decorrência da exposição a condições desfavoráveis ao exercício saudável da atividade laboral, resultando na exaustão emocional, despersonalização e reduzida realização pessoal do indivíduo acometido. O objetivo central da pesquisa[1] em andamento é investigar a relação existente entre o desequilíbrio do meio ambiente laboral e o desenvolvimento da doença ocupacional denominada síndrome de burn-out, bem como os aspectos desta relação atinentes à disciplina do direito ambiental do trabalho. A investigação do referido objeto realizar-se-á sob a ótica do direito ambiental do trabalho. Dentre os objetivos específicos estão a delimitação do direito fundamental ao meio ambiente do trabalho equilibrado; a constatação da relação do ambiente laboral saudável com a manutenção da integridade física, psicológica e emocional do trabalhador; o estudo da proteção jurídica à saúde do trabalhador; a verificação dos aspectos mais relevantes acerca da síndrome do esgotamento profissional e de sua prevenção por intermédio da garantia de um meio ambiente do trabalho mais seguro para quem nele convive. Provisoriamente tem-se como primeira constatação que o referido distúrbio, a síndrome de burn-out, como as demais doenças ocupacionais existentes, está diretamente relacionado à ausência de um meio ambiente do trabalho saudável, equilibrado e seguro. Serão utilizados o método de abordagem dedutivo e as técnicas de pesquisa documental e bibliográfica.

[1] Pesquisa realizada no âmbito do Programa de Pós Graduação em Direito da Universidade Federal de Mato Grosso,  sob a orientação da Profa. Dra.  Carla Reita Faria Leal.

 


Palavras-chave


Saúde do trabalhador; Síndrome de burn-out; Desequilíbrio ambiental laboral.