Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, XI Mostra da Pós-Graduação

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US0 DE HIPOCLORITO DE SODIO NO CONTROLE DE SALMONELLA SSP NO PROCESSAMENTO DE PESCADO
Carine baggio Cavalcante, ADELINO CUNHA-NETO, Jaqueline Reis, BRUNO VIEIRA, RICARDO CESAR TAVARES CARVALHO, EDUARDO EUSTÁQUIO FIGUEIREDO

Última alteração: 09-10-19

Resumo


Em relação a qualidade microbiológica, a Salmonella spp. tem sido apontada como a principal preocupação uma vez que é a maior causadora de doenças de origem alimentar no homem. Devido a isso, impõem-se várias exigências sanitárias, diversos regulamentos, nacionais e internacionais, estabelecem requisitos mínimos de padrões de qualidade e identidade para o pescado. Uma das formas recomendadas para o controle deste microrganismo no pescado consiste na lavagem inicial do peixe com água hiperclorada. Os produtos clorados, como os sais de hipoclorito, constituem o grupo de compostos comumente utilizados na indústria de alimentos como sanitizantes. No Brasil, o cloro e seus derivados são os únicos agentes sanitizantes permitidos pela legislação para a lavagem do peixe. Entretanto, estudos sobre a eficácia da sua utilização na eliminação de bactérias patogênicas na etapa de lavagem do peixe e, em especial a Salmonella, ainda são escassos. Este estudo, teve como objetivo determinar a concentração inibitória mínima (CIM) necessário ao hipoclorito de sódio para o controle das cepas de Salmonella Typhimurium e S. Ndolo, isoladas previamente de peixes tambatinga (Colossoma macropomum x Piaractus brachypomus), processados em uma planta industrial no Estado de Mato Grosso, Brasil. Estas foram submetidas a avaliação de sensibilidade ao agente sanitizante hipoclorito de sódio em diferentes concentrações (0,039 – 2.560 ppm). O perfil de resistência foi avaliado pela técnica de concentração mínima inibitória, utilizando-se o método de macrodiluição em tubos, preconizado pela Clinical and Laboratory Standards Institute (CLSI).  Os resultados obtido para a CIM da cepa S. Typhimurium foi de 1280 ppm e para cepa S.Ndolo 640 ppm de NaClO. As duas cepas apresentaram resistência ao hipoclorito de sódio com valores muito superiores ao recomendado pelos órgãos e instituições internacionais e nacionais, como: Codex Alimentarius (10ppm) e pela legislação brasileira (5ppm), o que deve ser visto com grande preocupação, uma vez que a presença de Salmonella spp no peixe além de ser inaceitável também traz grandes prejuízos sanitários e econômicos.


Palavras-chave


MIC, NaClO, pescado, resistência

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