Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, XI Mostra da Pós-Graduação

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VARIABILIDADE E CARACTERIZAÇÃO DOS AMBIENTES DE PRODUÇÃO DE SOJA NO ESTADO DE MATO GROSSO
Romulo Caique Gonçalves Feletti, Jean Pierre Moreira de Almeida, Jholian Maicon Ribeiro Santos, Milton Ferreira de Moraes, Veridiana Camila Ferreira Bufalo, Samuel Antonio Matias Gomes

Última alteração: 01-10-19

Resumo


Ao longo das últimas décadas, a produção brasileira da soja apresentou um grande avanço, impulsionada pelo aumento de área semeada e o incremento na produtividade. Esse incremento deve-se ao emprego de tecnologias no manejo das culturas, principalmente em razão do desenvolvimento de cultivares melhoradas, época e densidade de semeadura, controle de plantas infestantes, pragas e doenças. Por outro lado, embora o manejo de nutrientes seja responsável por aproximadamente 25% dos fatores de produção e encontram-se disponível no mercado excelentes tecnologias nesta área, há carências de estudos sobre a influência das variáveis climáticas e desenvolvimento da soja nos diversos ambientes de produção. Além disso, a imprevisibilidade das variações climáticas e a ocorrências de adversidades climáticas são fatores de risco e do insucesso no cultivo de soja no Brasil. Desta forma, é de fundamental importância neste contexto de alta produtividade, entender a relação entre os fatores climáticos, produtivos e nutricionais da soja, pois isto fornecerá subsídio para racionalização do uso de insumos e nas práticas de manejo da cultura da soja. Assim sendo, os modelos que simulam o rendimento das culturas em função da água são uma excelente ferramenta para racionalização dos insumos e melhoria produtiva. O objetivo deste estudo é caracterizar dos ambientes de produção de soja e desenvolvimento de métodos conjuntos para o uso de modelos para avaliação do desenvolvimento, manejo e estimativas de produtividade da soja no Estado de Mato Grosso. Para isso, o estado foi dividido em ecorregiões e foram instaladas unidades experimentais em 9 municípios, identificando nesses municípios áreas com alto e baixo potencial produtivo, na safra 2018/19. Em cada unidade experimental foram realizadas coletas a cada 15 dias, e cada coleta destinando uma parcela. Nestas parcelas serão avaliados os caracteres agronômicos, nutricionais e de desenvolvimento da soja. Os modelos agrometeorológicos de estimativa da produtividade serão avaliados são Doorenbos & Kassam (1994) e AquaCrop - FAO. Os resultados parciais demonstram variações de produtividades entre diferentes ecorregiões, variando de 5875 a 2912,9 kg ha-1, a curva de crescimento das plantas em áreas de baixo e alto potencial produtivo, apresem variação quanto ao seu crescimento inicial e médias de matéria seca. As análises de solo e Água disponível (AD) estão sendo realizadas e tabuladas, após essas análises serão avaliados os modelos. Contudo, os resultados parciais demonstram a grande variabilidade entre as escorregiões e dentro da mesma ecorregião, demonstrando a grande variabilidade entre os ambientes de produção do estado.

Palavras-chave


Modelagem; agrometeorologia; Glycine max L