Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, XI Mostra da Pós-Graduação

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Geometria urbana e recomendações bioclimáticas em frações urbanas de Cuiabá-MT
Emília Garcez da Luz, Marta Cristina de Jesus Albuquerque Nogueira

Última alteração: 10-10-19

Resumo


Este trabalho buscou investigar a influência da geometria urbana nas estratégias bioclimáticas recomendadas para frações urbanas de Cuiabá, Mato Grosso. Para tanto, dados meteorológicos do ano 2016 foram obtidos de três estações meteorológicas fixas: duas estações urbanas, sendo a primeira situada em um bloco da Universidade Federal de Mato Grosso, em uma região caracterizada por edificações institucionais de médio porte com vegetação rasteira e arbórea no entorno, e a segunda, localizada em uma residência no Bairro Jardim Califórnia, em uma região com grande adensamento de edificações de baixo porte e pouca vegetação; e a terceira, a estação automática do Instituto Nacional de Meterologia (Inmet), localizada em uma região periférica da cidade, com edificações de médio porte esparsas em uma região com vegetação rasteira e arbórea, considerada estação rural. As medições das estações urbanas, com um intervalo de 5 minutos entre cada registro, foram validadas e corrigidas. Informações sobre a geometria urbana, como altura da edificações, razão de fachada e de cobertura para o terreno, foram coletadas com auxílio do Google Earth e arquivos CAD, para um raio de influência de 250 metros, correspondente a uma área representativa do microclima local, respeitando-se o influxo estimado decorrente da camada urbana abrangida por cada sensor em função de sua altura. As médias horárias de temperatura e umidade foram utilizadas como dados de entrada para gerar o arquivo TRY, necessário para gerar a carta bioclimática no software Analysis-BIO, enquanto dados horários de precipitação, velocidade, rajada e direção do vento foram utilizados para compor o arquivo de entrada para gerar as rosas do vento no software WRPlot. A altura média das edificações, ponderada pela área de implantação, para as estações da UFMT, Jd. Califórnia e Inmet foi de, respectivamente, 7,67 m, 3,25 m e 8,67 m, com taxa de ocupação de 24%, 32% e 11%, respectivamente, na área de influência. A razão de fachada foi superior na área da estação da UFMT, com valor de 2,28, contra 1,89 na da estação Jd. Califórnia e 1,03 na do Inmet. A Intensidade de Ilha de Calor média das estações urbanas (UFMT e Jd. Califórnia) com relação à estação rural (Inmet) foi de 1,1 °C na média de temperatura na estação seca, de 1,7 °C na estação chuvosa e de 1,5 °C na média anual para ambas as estações. A área abrangida pela estação Jd. Califórnia é a que apresenta mais horas do ano em desconforto, com 79,8%, contra 76,1% na da UFMT e 63,8% na do Inmet. A ventilação é a principal estratégia recomendada para mitigar o desconforto por calor (respectivamente, 53,9%, 49,4% e 51,2%) e o sombreamento é indicado para mais de 90% das horas do ano em todas as localidades. Os ventos são predominantes na direção Sudoeste (SO) na área da estação UFMT, e nas direções Nordeste (NE) e Sul (S) nas regiões das estações Jd. Califórnia e Inmet.


Palavras-chave


Clima Urbano; Microclima; Estratégias bioclimáticas