Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, XI Mostra da Pós-Graduação

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RECLASSIFICAÇÃO DE SEMENTES E UNIFORMIDADE DE SEMEADURA DE GIRASSOL
Dryelle Sifuentes Pallaoro, Elisangela Clarete Camili, Antônio Renan Berchol da Silva, Maria de Fátima Coelho Barbosa

Última alteração: 01-10-19

Resumo


Objetivou-se avaliar o efeito da reclassificação das sementes e da velocidade de deslocamento da semeadora-adubadora na uniformidade de distribuição das sementes de girassol. Sementes de girassol da variedade M734, peneira G2, foram reclassificadas pela espessura obtendo-se: as sementes não reclassificadas (NR - testemunha) e as reclassificadas pela espessura (R1: Ø 3,5 e R2: Ø 2,5 mm). Na implantação utilizou-se a semeadora-adubadora, Semeato, com sistema de distribuição mecânica a disco horizontal. O delineamento experimental foi em blocos ao acaso, com 5 repetições, em parcela subdividida sendo cinco velocidades 5,0, 6,5, 8,0, 9,5 e 11,0 km h-1 (parcela) e três classificações NR, R1 e R2 (subparcela). A população inicial foi estimada aos 10 dias após a semeadura (DAS) sendo que a população final foi obtida por ocasião da colheita. O tempo médio de emergência foi calculado a partir da contagem diária do número de plântula emersas. Para a distância média entre plantas e os percentuais de espaçamentos normais, múltiplos e falhos, foram medidas as distâncias entre as plantas. Por fim, o índice de precisão foi calculado considerando-se a distribuição dos espaçamentos normais em relação ao espaçamento de referência. Observou-se que a maior população inicial de plantas foi obtida no tratamento R2 sendo que mesma tendência ocorreu na população final. A elevação da velocidade de deslocamento ocasionou a redução na população inicial e final. Para o tempo médio de emergência os menores valores ocorreram nos tratamentos R1 e R2. Vale ressaltar que sementes depositadas na porção mais rasa do solo tendem a emergir mais rapidamente. Quanto a velocidade de deslocamento, seu aumento gerou redução no tempo médio de emergência. Para a distribuição de sementes, o aumento na velocidade intensificou as variações em todas as classificações. A partir do deslocamento à 8,0 km h-1 as sementes reclassificadas 1 (R1) tiveram as maiores DEP em comparação às demais sendo que essas alterações podem ser indícios da ocorrência de desuniformidade na distribuição, principalmente no que tange a porcentagem de espaçamentos falhos. Nos deslocamentos a 5,0 e 6,5 km h-1 não houve diferença entre as classificações, sendo que na menor velocidade todas as classificações obtiveram valores próximos ao ideal (55 cm). Para o índice de precisão (IP), o aumento da velocidade de deslocamento ocasionou redução na precisão de semeadura sendo que 93% da variação na precisão de semeadura relacionou-se linearmente às alterações na velocidade de deslocamento da semeadora-adubadora. Portanto, a elevação na velocidade de semeadura reduz a população inicial e final de plantas, independentemente da classificação. A redução na profundidade de semeadura é acompanhada pela diminuição no tempo médio de emergência sendo que ambos decrescem com o aumento na velocidade de deslocamento. Ressalta-se que a reclassificação das sementes não foi eficiente para elevar a porcentagem de espaçamentos normais e reduzir coeficiente de variação, entretanto o aumento na velocidade ocasiona a redução na precisão de semeadura, independentemente da reclassificação. Por fim, para sementes maiores (R1) houve maior ocorrência de espaçamentos falhos enquanto que, para as menores (R2), observou-se maior porcentagem de escamentos múltiplos.


Palavras-chave


Helianthus annuus L., distribuição de sementes, precisão de semeadura