Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, XI Mostra da Pós-Graduação

Tamanho da fonte: 
Desempenho animal em pastagens de híbridos de Brachiaria spp. no bioma amazônico
Ana Paula da Silva Carvalho, Luciano da Silva Cabral, Bruno Carneiro e Pedreira

Última alteração: 01-10-19

Resumo


Visando o uso eficiente das terras, novos processos e tecnologias para a agropecuária são desenvolvidos, atendendo assim a pressão da sociedade e da legislação ambiental contra a abertura de novas áreas e a extração de madeira nativa, juntamente com a demanda por terras para produção de alimentos, de fibras, de madeira e de biocombustíveis. O declínio na produtividade das pastagens tem se tornado um obstáculo para pecuária, reduzindo muito o seu potencial produtivo. Sistemas de pastagens recuperadas e intensificadas, devido à elevada produção de massa de forragem das gramíneas tropicais, maior eficiência no uso de fertilizantes nitrogenados, e ao acúmulo de matéria-orgânica no solo, possuem reconhecidos potenciais de sequestro de carbono e mitigação dos gases de efeito estufa. O desenvolvimento de novas cultivares pode promover significativos avanços e aumento na produtividade da pecuária e a diversificação de espécies, como é o caso dos híbridos Ipyporã e Mulato II, exemplos de sucesso do melhoramento forrageiro que possuem como principal característica o valor nutricional e produtividade, tornando-os alternativas viáveis a serem utilizadas no sistema de produção à pasto. O objetivo do trabalho foi avaliar o desempenho de bovinos de corte e a emissão de gases do efeito estufa em sistema de pecuária exclusiva dos híbridos de Brachiaria spp Ipyporã e Mulato II. O estudo foi conduzido na área experimental da Embrapa Agrossilvipastoril, situada no município de Sinop-MT, no intervalo de junho de 2018 a junho de 2019. O delineamento experimental foi em blocos completos casualizados, com dois tratamentos (forrageiras) e quatro repetições. Para a avaliação de desempenho animal foram utilizados 24 bezerros traçadores da raça Nelore com idade entre 11 e 12 meses de idade e com peso médio esperado incialmente de 250 kg, distribuídos na quantidade de três animais por piquete e ao longo do período experimental. A cada 28 dias os animais foram pesados para acompanhamento do desempenho e ajuste de taxa de lotação. Após a tabulação dos dados, o ganho médio diário (GMD) será computado com base no ganho de peso dos animais traçadores, que permaneceram na área durante todo o período experimental. O ganho de peso por área (GPA) será obtido como o produto do GMD dos animais traçadores e a taxa de lotação (TL). A TL será calculada como o produto do peso corporal médio (PCM) dos animais (traçadores e reguladores) e o número de dias que estes animais permaneceram em cada piquete (unidade experimental), considerando 450 kg de PCM como uma unidade animal (UA). A mensuração de metano foi feita por cochos automatizados Greenfeed, que foram alocados nos piquetes. Os dados serão analisados utilizando o método de modelos mistos com estrutura paramétrica espacial na matriz de covariância (AIC), por meio do procedimento MIXED do software estatístico SAS. Espera-se assim quantificar o desempenho animal, emissão de gases de efeito estufa por estes e produção de forragem do capim Ipyporã submetido a pastejo sob lotação contínua. Com isso será possível a disseminação da forrageira em MT já com repostas conhecidas.


Palavras-chave


capim, cultivares, ganho de peso