Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, XI Mostra da Pós-Graduação

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O Centro da Pastoral dos Migrantes buscando caminhos para o enfrentamento dos colapsos climáticos
ROBERTA MORAES SIMIONE, MICHELE TOMOKO SATO

Última alteração: 01-10-19

Resumo


A escassez de água, aumento do nível do mar, enchentes, perda de biodiversidade, inundação, ondas de calor, péssimas colheitas são apenas alguns dos desastres ambientais que já acometem milhares de pessoas no mundo. Oriunda do aquecimento global, resultante das emissões de gases de efeito estufa, a alteração da atmosfera do planeta tem se apresentado na atualidade como um colapso climático sem precedentes na história e a grande questão trazida à tona consiste na sobrevivência de muitas espécies e inclusive do próprio planeta nos anos e séculos futuros. Contudo, nem todas as pessoas estão suscetíveis de sofrerem os mesmos riscos e desastres ambientais. E é sob esta perspectiva que ancora-se o objetivo desta pesquisa, o qual consiste em fortalecer a política de migração contra a xenofobia, discriminação e racismos. Conhecer a história do Centro de Pastoral para Migrantes (CPM) e suas atividades correlatas em prol do acolhimento de migrantes também são metas desta pesquisa. Nesta pesquisa uma atenção especial também será dada a situação de vulnerabilidade dos migrantes climáticos, uma vez que relaciona-se com o colapso climático. A escolha do tema migração climática, justifica-se por ser um dos grandes desafios que a humanidade passará no futuro, e carece de efetivas políticas públicas que possam atender de modo eficiente e digno aos migrantes. Nesta pesquisa em Educação Ambiental, a metodologia escolhida foi o caminho fenomenológico pela Cartografia do Imaginário da Michèle Sato, em razão de possibilitar a interpretação das percepções das pessoas por meio dos diversos olhares, vozes e sentidos que se originam da experiência via valorização das narrativas individuais. Com a fenomenologia é possível interpretar as percepções das pessoas relacionadas aos quatro arquétipos bachelardianos: Água (formação), Terra (deformação), Fogo (transformação) e Ar (reformação), uma vez que entendo serem estes arquétipos necessários ao caminho neste universo de pesquisa. Diante deste contexto, à luz de Gaston Bachelard, esta pesquisa desdobra-se num universo de pesquisa bibliográfica com documentos e relatórios existentes na CPM, além de algumas entrevistas com os agentes da pastoral e migrantes que por ali passaram. O roteiro de perguntas é semiestruturado, e faz conexões com os objetivos da Justiça Climática, da Educação Ambiental e da Migração. Nesta etapa de leituras, e a observação participante nas atividades de migração, bem como participação nos grupos relacionados, compreendo que o ônus da degradação do ambiente não é democrática e, neste sentido, os desafios impostos na atualidade devem ser traduzidos não em adaptações às mudanças do clima e desastres ambientais e sociais, mas em táticas que conduzam a existência de uma sociedade ética e inclusiva.

Palavras-chave


Educação Ambiental, Centro de Pastoral para Migrante, Justiça Climática.