Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, XI Mostra da Pós-Graduação

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Desenvolvimento de microcápsulas a partir do óleo de acuri (A. phalerata) como fonte de vitamina A: avaliação da toxicidade.
Mariana Favero Boaventura, Elaine Cristina de Lara Spada, Francyele dos Santos Correia, Nair Honda Kawashita

Última alteração: 09-10-19

Resumo


O acuri (Attalea phalerata Mart. ex Spreng) é uma palmeira encontrada desde o Acre até São Paulo, fazendo parte da composição de diferentes formações vegetais. Sabe-se que existe conteúdo significativo de β-caroteno na polpa do acuri e seu processamento na forma de óleo e de microcápsulas visa um melhor aproveitamento do seu potencial de suplementação de Vitamina A, quando essa se faz necessária.  Para este fim, a avaliação da toxicidade do óleo e das microcápsulas a partir do óleo de acuri é de fundamental importância para viabilizar esta proposta. O teste de toxicidade aguda estudo realizado em camundongos Swiss e ratos Wistar e conduzido de acordo com o Guia da ANVISA (2013). Grupos separados de animais serão tratados com diferentes doses do óleo de acuri (in natura e microcápsulas), administrado uma única vez pela via intragástrica (i.g) ou intraperitoneal (i.p.). Durante 14 dias após o tratamento, serão observados parâmetros como o peso corporal, consumo de água e ração, irritação cutânea, sensibilização dérmica, irritação ocular, frequência respiratória, piloereção, diarréia, alteração do tônus muscular, mudança na cor dos olhos, convulsões, contorções abdominais e número de animais mortos. No dia da administração os animais serão observados duas vezes; posteriormente, uma vez ao dia. Grupos separados de animais serão avaliados no teste do campo aberto (TCA), de acordo como descrito por Malone & Robichaud (1962) nos tempos de 24 horas, 7 e 14 dias após o tratamento. No 15º dia, os animais serão eutanasiados e o fígado, coração, pulmão, rins, estômago e baço serão retirados, pesados para determinação do peso relativo [(peso do órgão/peso corporal) x 100]. O teste de toxicidade subaguda será realizado em ratos Wistar e conduzido adaptado do Guideline da Organization for Economic Cooperation Development (OECD) (2008). Os animais serão expostos a um tratamento repetido com o óleo de acuri em ambas as formas (in natura e microcápsulas) durante 28 dias. A dose e a via de administração serão determinadas após os ensaios de toxicidade aguda. Durante o tratamento, diariamente, serão observados parâmetros como variação de peso corporal, consumo de água e ração, irritação cutânea, sensibilização dérmica, irritação ocular, frequência respiratória, piloereção, diarréia, alteração do tônus muscular, mudança na cor dos olhos, convulsões, contorções abdominais e número de animais mortos. Ao término do tratamento, as atividades locomotora e exploratória dos animais serão avaliadas no TCA. Após a última dose de óleo de acuri, os animais serão mortos, sangue e órgãos serão coletados e as análises bioquímicas (bilirrubina total, colesterol total, triglicérides, glicose e eletrólitos (sódio, potássio e cálcio), alanina aminotransferase, aspartato aminotransferase, gamma glutamiltransferase, fosfatase alcalina, ureia, creatinina, ácido úrico, albumina e proteínas totais), hematológicas (eritrócitos, leucócitos totais, plaquetas, níveis de hemoglobina e o volume das células vermelhas) serão conduzidas. Os órgãos como o coração, pulmão, rins, fígado e baço serão pesados e as amostras serão fixadas em formalina 10% e em seguida, desidratados com etanol absoluto, incorporado em parafina e cortado em espessura de 5μm. Posteriormente as mesmas serão coradas com hematoxilina e eosina (H&E) e examinadas em microscópio optico.

Palavras-chave


Vegetal, Óleo, Toxicidade