Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, XI Mostra da Pós-Graduação

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SENSIBILIDADE DE TESTES MOTORES E ESCALA DE RECUPERAÇÃO TOTAL PARA IDENTIFICAÇÃO DE VARIAÇÕES DA CARGA DE TREINAMENTO EM ATLETAS DE FUTEBOL
Arthur Horn, Jacielle Ferreira, Jonatan Stre

Última alteração: 04-10-19

Resumo


Introdução: Entender as maneiras de quantificar e controlar a carga de treinamento torna-se fundamental para aprimorar o rendimento físico e diminuir o risco de lesões em atletas de futebol, entretanto, usar equipamentos que possibilitem quantificar e controlar a carga de treinamento não condiz com a realidade financeira da maioria dos clubes havendo então a necessidade de métodos e equipamentos de baixo custo mas que sejam adequados para identificar variações de desempenho ou do estado de fadiga-recuperação em função das cargas de treinamento. Objetivo: Identificar se testes que avaliam a função motora e a escala de recuperação total são sensíveis à carga interna de treinamento em atletas de futebol. Metodologia: Participaram do estudo 20 atletas de uma equipe sub-20 de Cuiabá (altura 175,32 ± 9,40, peso 72,37 ± 9,48 kg e percentual de gordura 7,6 ± 3,3%). Durante seis semanas a quantificação da carga foi feita pelo método de Foster et al. (2001) em todos os treinamentos e jogos. Para isso registrou-se a duração de cada sessão e a percepção subjetiva de esforço de cada atleta após o treinamento. Preferencialmente na primeira sessão de treino semanal os atletas realizaram o controle operacional da carga, que consistia em responder a escala de recuperação total (ERT), realizar três tentativas do salto com contramovimento (SCM) e uma tentativa do tapping foot test (TFT) com 10s de duração. Após quantificação da carga de treinamento diária, obteve-se a média, desvio padrão, monotonia e strain semanais. Esses dados estão expressos em média e desvio padrão, bem como, os das variáveis de controle da carga (altura do salto SCM, pontuação na ERT e número de contatos no TFT). Para análise preliminar aplicou-se o teste de ANOVA one-way nas variáveis de desempenho e de medida operacional entre as semanas/microciclos. Quando necessário, o post hoc de Holm-Sidak foi aplicado. O nível de significância adotado foi de p<0,05. Resultados: Houve diminuição da carga média de treinamento comparado com as semanas iniciais do estudo, o mesmo aconteceu com o desvio padrão, monotonia e strain. A altura dos saltos foi maior, número de contatos no TFT foi maior e  as pontuações de recuperação também foram maiores quando comparados com as semanas iniciais. Conclusão: Os resultados mostraram que as respostas de melhora de recuperação e desempenho nos testes foram coincidentemente quando houve também a diminuição da carga média de treinamento, monotonia e strain. Esse achado mostra que possivelmente os testes motores escolhidos e a ERT podem ser sensíveis para identificar variações na carga de treinamento. Uma análise de regressão em painel será realizada para testar a associação entre as variáveis de controle operacional e de carga de treinamento.