Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, XI Mostra da Pós-Graduação

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“MEMÓRIAS DE FUTURO” COMO PRÁTICA DA ESPERANÇA: UMA PROPOSTA CRÍTICO-DIALÓGICA DE ENSINO-APRENDIZAGEM DE ESCRITA
Renata Silva Siqueira

Última alteração: 07-10-19

Resumo


Esta pesquisa, que se realizou em diferentes etapas de coleta de dados na interação com alunos e professores de uma escola pública, buscou refletir sobre aspectos que envolvem o ensino-aprendizagem de leitura e escrita nos anos finais do Ensino Fundamental brasileiro, contextualizando uma série de questões que atravessam o espaço escolar e interferem diretamente no desenvolvimento dos alunos. Para tal, dentre as diversas etapa da coleta, elaboramos um rocedimento de ensinoaprendizagem da Língua Escrita (PEALE), que teve como objetivo conhecer as práticas de leitura e letramento dos estudantes, observar se o PEALE pode contribuir para o desenvolvimento das capacidades de leitura, escrita e de reflexão crítica, no âmbito da Escola Estadual “Esperança”, em Cuiabá-MT. Para tanto, recorremos aos fundamentos teóricos de Bakhtin e o Círculo (1929; 1952-53; 1970-1971/1979; 1974/1979) que tratam a linguagem a partir da perspectiva sócio-histórico-cultural, aliados à teoria de aprendizagem e desenvolvimento humano de Vygotsky (1930; 1934) e aos pressupostos do Letramento Crítico (Freire, 1970, 1980; Pereira (2011); entre outras referências. A metodologia utilizada é de natureza qualitativa, de caráter dialógico, sob os moldes da pesquisa-ação. Os instrumentos de coleta de dados usados nas primeiras etapas da investigação (questionários, leitura em voz alta e produção textual) exibiram os perfis de leitura, letramento e capacidades de escrita dos sujeitos participantes desta pesquisa. Os resultados obtidos também revelaram
atividades escolares bastante tradicionais: cópias excessivas do quadro negro e dos livros didáticos e outros, que pouco contribuem para o processo de emancipação dos sujeitos. Dessa maneira, este trabalho traz à tona a reflexão sobre razões mais diversas que intercedem diretamente nos resultados de avaliações externas, ocultadas por estas, postas de lado nas acaloradas e pouco profundas discussões sobre o ‘fracasso escolar’ no Brasil. Defendemos, ainda que o PEALE pode proporcionar diferentes circunstâncias de aprendizagens no âmbito do ensinoaprendizagem e reflexão, tanto sobre os aspectos da Língua Escrita como quanto ao que se refere à percepção de sujeito ativo na sociedade, que tem condições de superar obstáculos sócio-econômicos e culturais. Também foi possível promover o desenvolvimento de capacidades de reflexão e compreensão de textos e discursos que possibilitaram aos alunos novos atos diante das circunstâncias do cotidiano, dentro e fora das situações escolares.


Palavras-chave


Ensino-aprendizagem de leitura e escrita; interação; letramento crítico;