Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, XI Mostra da Pós-Graduação

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Intervalos de Adubação Nitrogenada em Brachiaria brizantha
Lucas Matheus Barros Assis, Jayme Celso Julio da Costa, Igor Aparecido Gomes Monção, Bruno Eduardo Valiati Dantas, Valdivania da Silva Lopes, Esther Souza Barros de Oliveira, Luca Ottavio Terzi, Joadil Gonçalves de Abreu

Última alteração: 09-10-19

Resumo


A produção de bovinos no Brasil em sua maioria é realizada a pasto em ao menos um momento da sua vida, porém estima-se que 80% dessa área pastejada esteja em algum nível de degradação, tornando inviável a produção a pasto mediante a necessidade de suprir as exigências nutricionais destes animais, sendo necessário repor os nutrientes extraídos para melhorar a qualidade e aumentar a produção de massa seca. Dentre os nutrientes demandados pela forrageira, o nitrogênio requer a maior atenção, por possibilitar incremento na produção de forragem e melhorar qualidade bromatológica, aumentando o teor de proteína bruta e a digestibilidade, e promove a formação da clorofila, pigmento responsável pela captura de energia solar. Algumas forrageiras apresentam adaptação a região tropical, podendo alcançar grande produtividade e tolerância ao climática, pragas e doenças comumente encontradas nessa região, tais como as do gênero Brachiaria brizantha (Urochloa brizantha), destacando-se as cultivares Marandu, Xaraés e Piatã. Essas forrageiras possuem alta capacidade de rebrota se bem manejadas, pois possuem grande capacidade de translocar compostos armazenados nas estruturas de reserva para parte aérea, recompondo o aparato fotossintético. O experimento será conduzido na Universadade Federal de Mato Grosso (UFMT), campus Cuiabá e Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), em casa de vegetação utilizando vasos em delineamento inteiramente casualizado, adotando esquema de fatorial 3x4 Brachiaria brizantha, com três Brachiaria brizantha cv. Marandu, Piatã e Xaraés, e quatro intervalos de adubação (dia 0, dia 3, dia 6 e dia 9), o solo será coletado na Fazenda Experimental de Santo Antônio do Leverger, para a realização na UFMT e mata nativa em Rondonópolis para realização na UFR. Calagem será realizada 30 dias antes do plantio para incorporação no solo, após este período ocorrerá a adubação fosfatada, serão acomodar 40 sementes por vasos e após a emergência um desbaste será feito levando em consideração o vigor das plantas e permanecendo 5 plantas por vaso. Em cobertura será realizado adubação potássica e nitrogenada. Após a desfolha respeitando a altura de resíduo de 15 cm, o material coletado será levado a estufa de 55 ºC por 72 horas e moído para posteriores analises. Em vaso será coletado massa de forragem, número de perfilhos, altura da planta, tamanho de colmo, SPAD e numero de folhas por plantas, na parte aérea ocorrerá analise de nitrogênio total (NT) e carboidratos solúveis, no resíduo e na raiz as análises serão de carboidratos não-estruturais totais (CTNE), carboidratos solúveis, amido e nitrogênio total, com o objetivo de compreender qual o melhor momento para a realização da adubação nitrogenada e se o atraso na realização da adubação irá acarretar em alguma alteração na sua capacidade de rebrota. É suposto que a adubação tardia possa implicar na menor capacidade de rebrota afetando na redução produção de massa seca e os níveis de CTNE, amido e carboidratos solúveis, os níveis de nitrogênio total da parte aérea tende a cair sem reposição causando amarelecimento, assim será observado se o cultivar possui capacidade de recuperação através do SPAD e NT.


Palavras-chave


Adubação Nitrogenada, Carboidratos de Reserva, Gramíneas Tropicais, Rebrota.

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