Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, XI Mostra da Pós-Graduação

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O AUDIOVISUAL COMO POSSIBILIDADE DE DISPUTA DE IMAGINÁRIOS PELA POPULAÇÃO ENCARCERADA
Giulia Medeiros, Aline Wendpap

Última alteração: 13-10-19

Resumo


Resumo: As  fusões culturais, que vem acontecendo nos últimos tempos, entre o centro e a periferia mundial, permitem que surjam novos elementos a partir dessa mistura. Neste contexto temos o “boom” do audiovisual, ferramenta e linguagem acessível a grande parte da população contemporânea. Diante deste panorama indaga-se: seria possível o audiovisual se tornar uma ferramenta de transformação de vida? Esta hipótese se baseia em referências bibliográficas, que relacionam a vida em sociedade e suas instituições, fazendo parte de um projeto político mais amplo da economia e das culturas globais. Com o avanço do capitalismo moderno e seu desenvolvimento, percebemos a importância das mídias para as relações de poder na contemporaneidade. A manutenção do imaginário hegemônico se dá, principalmente, por meio dos mass mídias, conceito elaborado por Canclini para caracterizar as mídias de massa. A respectiva pesquisa tem como objetivo desenvolver uma análise crítica, acerca do potencial da produção audiovisual em redefinir sujeitos e práticas sociais, a partir da experiência empírica de uma oficina de audiovisual em um sistema penitenciário. Tal experiência, realizada no ano de 2013, com com a participação de sujeitos em privação de liberdade, resultou em um documentário, que narra as histórias dos participantes por suas próprias versões. Mesmo se tratando de um evento, de modo específico, é possível elocubrar sobre como o audiovisual, sobretudo o produzido às margens, atua no processo de disputa de imaginários e abre brechas para propostas decoloniais do saber e do poder. A partir de um levantamento bibliográfico de autores dos Estudos Culturais e das teorias decoloniais,  analisamos de que forma o audiovisual pode ecoar vozes de um grupo de sujeitos em situação de privação de liberdade, os quais são tratados de maneira marginalizada pelas mídias de grande circulação, proporcionando um imaginário regado à esteriótipos. A pesquisa é uma ferramenta que pode dar mais volume às necessidades de inclusão da arte nas políticas públicas, especialmente dentro do sistema prisional, que, de maneira geral, não leva em consideração a voz de uma população, negada de direitos, desde a infância, oprimida, tanto pela ordem econômica à omissão do Estado, quanto pela construção de suas subjetividades. Seria possível por meio do audiovisual reescrever essas histórias?

Palavras-chave: Audiovisual; disputa de imaginários, presídio, decolonialidade, políticas públicas. Resumo de Giulia Medeiros, estudante do Programa de Pós-Graduação em Estudos de Cultura Contemporânea

Palavras-chave


AUDIOVISUAL, PRISÕES, DECOLONIALIDADE