Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, XI Mostra da Pós-Graduação

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Lepra/Hanseníase, Instituições Totais e gênero em Mato Grosso entre os anos de 1960 – 1980
Ariadne Marinho Machado

Última alteração: 07-10-19

Resumo


Neste trabalho abordamos as discussões que permeiam a história da lepra à hanseníase. Nossa análise trata do estigma[1] social vinculado aos doentes acometidos pela lepra/hanseníase, que tinham suas identidades manipuladas pelos dispositivos disciplinares produtores de subjetividade no contexto institucional. Para tanto, privilegiamos o asilo-colônia São Julião, fundado em Mato Grosso durante o segundo governo Vargas, e hoje localizado no Mato Grosso do Sul. O asilo-colônia São Julião consistiu em uma instituição total, utilizada como leprosário e cujos pacientes-internos eram isolados, ou seja, retirados do convívio social e forçados a viver em um sistema fechado, intramuros.


[1]Erving Goffman utiliza o termo “estigma” para se referir aos sinais corporais das pessoas e com os quais se procurava evidenciar algo de extraordinário ou mau sobre o status moral de quem os apresentasse.


Palavras-chave


São Julião; Lepra/Hanseníase; Instituição Total; Gênero.