Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, XI Mostra da Pós-Graduação

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O uso da Metformina em gestantes com fator de risco para pré-eclâmpsia: repercussões maternas e neonatais.
Eloisa Helena Kubiszeski

Última alteração: 09-10-19

Resumo


Introdução: Todos os dias cerca de 830 mulheres morrem de complicações relacionadas à gravidez ou ao parto em todo o mundo. Estima-se que aproximadamente 2,7 milhões de recém-nascidos morreram anualmente e outros 2,6 milhões são natimortos. No Brasil para cada 100.000 nascidos vivos morrem 44 mulheres e como causa obstétrica direta, a causas hipertensivas representam 51,4% do total de óbitos maternos, seguida por síndromes hemorrágicas com 13,5% dos óbitos. Questões das síndromes hipertensivas específicas da gestação devem estar integradas à humanização da assistência à mulher no período gravídico-puerperal. A Metformina surge como uma droga que tem efeitos antigênicos nos vasos maternos, mantendo a perfusão uteroplacentária adequado para o crescimento e desenvolvimento embrionário, e diminuindo os riscos de síndromes hipertensivas na gestaçãocom potencial para prevenir e tratar a pré-eclâmpsia. Objetivo: Avaliar o uso da Metformina em gestantes com fator de risco para pré-eclâmpsia e identificar as principais repercussões maternas e neonatais. Tipos de estudo e amostra: Esta pesquisa será dividida em dois estudos, um ensaio clinico randomizado duplo cego, e outro caso-controle. A amostra para o estudo do uso da Metformina (Estudo clínico randomizado duplo cego) será de 244 mulheres com fator de risco para desenvolver PE. No ensaio clinico randomizado classificaremos as pacientes que tem fatores de risco para desenvolver pré-eclâmpsia, conforme a ISSHP, e faremos um estudo randomizado, duplo-cego, onde serão divididos em 2 grupos: G1 – grupo que utilizarão Metformina 1,5g/dia dividido em 2 doses (almoço e jantar); G2 – placebo. Para verificarmos a ação da Metformina a nível celular (expressão genica e proteica) faremos um estudo caso-controle, e serão coletadas amostras de tecido da placenta no pós-parto imediato das gestantes que participarem da pesquisa e desenvolveram pré-eclampsia (casos), pacientes que não desenvolveram pré-eclampsia(controle). Os genes selecionados são VEGF, VCAM-1, ET-1, YWHAZ e as proteínas serão sFlt1 e s-Eng.  A amostra de 30 pacientes casos e 30 pacientes controles. Este estudo acontecerá no Hospital Universitário Júlio Muller – HUJM, no período e de janeiro de 2020 a setembro de 2022.  Resultados esperados: Acreditamos que o uso da Metformina pode ser uma conduta propedêutica que tenho efeitos profiláticos em gestante com risco de desenvolver pré-eclâmpsia, de custo/benefício acessível. A perspectiva de avaliar o benefício do uso da Metformina trará novas perspectivas para profilaxia desta patologia responsável por um número expressivo de mortes maternas e neonatais.



Palavras-chave


Pré-eclâmpsia; metformina; medicina fetal