Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, XI Mostra da Pós-Graduação

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INFLUÊNCIA DA FADIGA NOS ÂNGULOS DE ASSIMETRIA DAS ARTICULAÇÕES DOS MMII.
Sandro Arruda, Silvia Araujo

Última alteração: 04-10-19

Resumo


INFLUÊNCIA DA FADIGA NOS ÂNGULOS DE ASSIMETRIA DAS ARTICULAÇÕES DOS MMII.

INFLUENCE OD FATIGUE ON THE ASYMMETRY ANGLES OF THE MMII JOINTS.

Sandro Rogério Arruda

Sílvia Ribeiro Santos Araújo

INTRODUÇÃO: Além de promover inúmeros benefícios para saúde, a prática regular de exercícios físicos também auxilia no desenvolvimento e na manutenção da aptidão física (MARQUES; BRENTANO, KRUEL, 2009).  Nas diferentes áreas de conhecimento há interesse em estudar os movimentos humanos no que tange a descrição quantitativa de movimentos humanos. Cada vez mais, torna-se necessário e imprescindível que o movimento humano seja estudado em detalhes, de maneira sistemática e como objeto de estudo científico (BARROS et al., 1997). A marcha dentre os diversos tipos de locomoção existentes, é a mais usada, pois a marcha vem a ser uma associação de movimentos rotatórios simples dos membros inferiores (SERRÃO, 2001). A origem do movimento rotatório associa-se a um movimento translatório de todo o corpo. Dentre as formas de marcha, a corrida é aquela que se destaca, por ser o meio mais rápido e também por ser utilizada em forma de treinamento na maioria dos esportes (ENOKA, 2002). A corrida representa uma forma de locomoção altamente complexa que requer acentuada coordenação de movimento (SILVA, FRAGA, GONÇALVES, 2007). Corredores profissionais e técnicos buscam constantemente a melhora do desempenho (MIDGLEY; MCNAUGHTON; WILKINSON, 2006) e a avaliação biomecânica constitui-se de uma importante ferramenta para alcançar esse objetivo. OBJETIVO: verificar a influência da fadiga nos ângulos de assimetria dos mmii por meio de variáveis dinâmicas. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo experimental, serão convidados a participar da pesquisa indivíduos do sexo masculino e feminino com idade entre 18 a 45 anos, corredores participantes de corrida de rua da cidade de Cuiabá. Os participantes do estudo serão divididos em dois grupos: homens e mulheres. Serão considerados aptos a participarem do estudo, os voluntários que percorram a distância de 10 KM, sendo para homens o máximo de 60 minutos e mulheres 75 minutos. Os voluntários terão que ter no mínimo seis meses de experiência na prática de corrida e regularidade de treinamento igual ou superior a três vezes semanais. A indução da fadiga será pela corrida contínua a 90% do Vo2 máx. em uma esteira que possibilitará o controle da velocidade e inclinação. Serão analisados os ajustes cinemáticos, neuromusculares e metabólicos decorrentes do processo da fadiga. Será realizado com os voluntários antes e depois da corrida o teste de salto (hop test), que é um teste para avaliação da força dos membros inferiores (MMII), comparando o pré e pós resultados dos saltos. O Hop teste tem pequeno gasto de tempo e mínima demanda financeira. Os voluntários serão filmados (plano sagital) enquanto correm na esteira ergométrica a cada 2 minutos por 15 segundos para coletar 5 ciclos de passadas. RESULTADOS: Os resultados possibilitarão verificar se houve alterações negativas do comprimento da passada, do ângulo de flexão do joelho na corrida, do ângulo do fêmur durante a flexão do quadril, bem como analisar se aceleração articular aumentou com o tempo e se a passada diminuiu. Analisar os resultados do hop test, pré e pós corrida, e verificar se o desempenho no solo após fadiga nos saltos diminuíram. CONCLUSÃO: Vários estudos já foram publicados relacionando fadiga e corrida, entretanto os ângulos de simetria em situação fadiga ainda apresentam resultados inconclusivos.

PALAVRAS-CHAVES: Corrida, Fadiga, Ângulo de assimetria, hop test.