Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, XI Mostra da Pós-Graduação

Tamanho da fonte: 
DA MATEMÁTICA COTIDIANA À MATEMÁTICA ESCOLAR: uma análise dessas relações na educação de jovens e adultos
Terezinha Rosa da Silva

Última alteração: 04-10-19

Resumo


Terezinha Rosa da Silva (PPGE/UFMT)

Profa. Dra. Marta Maria Pontin Darsie (PPGE/UFMT)

Resumo[1]: O presente estudo está vinculado ao Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Matemática - GRUEPEM do Programa de Pós- Graduação em Educação (PPGE) do Instituto de Educação da Universidade Federal de Mato Grosso – UFMT, o qual projeta experiência teórica e prática da educação para o pensar crítico no sentido, de romper as barreiras da disciplinaridade em busca de uma produção interdisciplinar como foco central da Educação. O estudo tem como objetivo analisar a relação estabelecida entre os conhecimentos matemáticos do cotidiano dos alunos e a matemática ensinada na sala de aula no processo de numeramento de estudantes da Educação de Jovens e Adultos. Em outras palavras, interessa-se neste estudo compreender de que forma a matemática cotidiana trazida pelos alunos é tratada nas práticas das professoras, segundo a perspectiva do numeramento. Para responder ao nosso problema de pesquisa, definimos como contexto, 01 Escola Estadual do município de Sinop/MT, situada na zona urbana. Os sujeitos participantes são duas professoras da Educação de Jovens e Adultos. Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa, do tipo exploratória, na qual nos fundamentamos teoricamente em Bogdan e Biklen (1994), Fiorentini e Lorenzato (2006). Para discutirmos sobre a Educação de Jovens e Adultos e suas especificidades nos apoiaremos em Paulo Freire e nas contribuições de outros autores da Teoria da Pedagogia Crítica como: Pierre Bourdieu, Henry Giroux, Michel Apple, Antônio Gramsci, Michel Foucault, que defendem uma educação crítica voltada à valorização do indivíduo e sua cultura e da emancipação e libertação do conhecimento em prol de uma educação mais justa e democrática. Paulo Freire nos ensinou por meio de sua práxis que o processo de ensino deve ser substanciado por uma visão crítica e concreta sobre os conteúdos vivenciados pelos estudantes nas relações estabelecidas socialmente, especialmente nas relações de trabalho. Para a compreensão e definição do termo “numeramento”, nos reportaremos a Schliemann, (1998); Spinillo, (2014); Baker, Street & Tomlin, (2003) Barwell, (2004) e Soares (2002-2012), entre outros.  Alguns autores contemporâneos, defendem que o ensino da Matemática vai além do aprender a codificar e decodificar números, sistemas, aritmética, geometria, entre outros, tendo sempre como forma de registro a linguagem da matemática formal com ênfase na resolução de problemas simples. Concebem uma dimensão que, além de ser alfabetizado, o aluno precisa também ser numeralizado, ou seja, entender e saber aplicar as práticas de leitura, escrita e habilidades matemáticas para resolver problemas, não somente escolares, mas para entender e prever estratégias de solução para situações da vida real a partir das mais variadas formas de informações veiculadas na sociedade e na concepção do ato de alfabetizar e numeralizar com a vida cotidiana.


[1] Resumo de Terezinha Rosa da Silva, mestranda do Programa de Pos- Graduação em Educação-PPGE/UFMT.

 


Palavras-chave


Educação de Jovens e Adultos;Numeramento matemático;Matemática Escolar