Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, XI Mostra da Pós-Graduação

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A PRESENÇA DA MULHER NA EDUCAÇÃO ESCOLAR INDÍGENA: TRAJETÓRIAS DAS PROFESSORAS BORORO
neide da silva campos, Beleni Saléte Grando

Última alteração: 07-10-19

Resumo


Esta investigação, vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Educação, na linha de Pesquisa “Movimentos Sociais, Política e Educação Popular”, especificamente ao Grupo de Pesquisa Corpo, Educação e Cultura (COEDUC/PPGE/UFMT), visa Compreender sobre os sentidos e significados dos papeis ocupados pelas mulheres professoras Bororo, visando analisar as trajetórias destas na educação escolar indígena. Para efetivação da pesquisa utilizaremos o Estudo de Caso, pois abordaremos sobre uma determinada etnia específica, com recortes nas mulheres professoras. Recorremos a entrevistas com as professoras, bem como observação, e caderno campo, das idas às aldeias que contribuíram para melhor compreender as nuances de ser mulher bororo. Foram entrevistadas cinco professoras de três aldeias Bororo, perfazendo duas Terras Indígenas. O povo Bororo, é um povo marcado culturalmente e expressa essa cultura corporalmente em suas maneiras de ser, sentir e fazer (GRANDO, 2004). Ao estudarmos sobre o lugar da mulher e como culturalmente essa categoria é forjada dentro do sistema de significações do povo Bororo, compreendemos que a organização social é constituída por um processo intenso de vivência e de experiências educativas  por meio da qual se tecem as redes simbólicas e culturais que materializam o  sistema matrilinear que produz um modo específico de viver coletivamente e individualmente, no qual a figura da mulher, se constitui de fundamental importância para a continuidade da língua, da educação, da cultura e da cosmologia Boe. Os dados parciais, indicam que cada mulher, a partir do seu lugar social clânico na sociedade bororo, ao ser professora, amplia suas identidades coletivas de mulher bororo, na própria relação de trabalho e família, quanto na comunidade.

 


Palavras-chave


Palavras-Chaves: Povo Bororo, mulher, cultura, professora