Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, XI Mostra da Pós-Graduação

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(DES) MUNDOS: RELAÇÃO DE PODER/SABER DAS MEDICINAS TRADICIONAIS INDÍGENAS, E A POLÍTICA NACIONAL DE ATENÇÃO A SAÚDE DOS POVOS INDÍGENAS
CLÁUDIA MARIA GUIMARÃES LOPES DE CASTRO, José Carlos Leite

Última alteração: 13-10-19

Resumo


Resumo: Esta pesquisa vem sendo desenvolvida durante o doutorado, tem por objetivo geral: compreender as questões relacionadas aos processos de colonização que ainda estão postos na relação das Medicinas Tradicionais Indígenas (MTIs), com a Biomedicina. E como objetivos específicos: compreender a Colonialidade do Poder, do Saber a partir do campo da Saúde Indígena; analisar as Epistemes que constituem as Medicinas Tradicionais Indígenas (Xamanismo) e a Biomedicina; analisar os discursos da Política Nacional de Assistência aos Povos Indígenas e as narrativas dos pajés e lideranças indígenas a partir da perspectiva  decolonial. A Teoria Critica Decolonial esta sendo utilizada como teoria de base para as analises, através das modalidades Colonialidade do Poder e Saber. Esta sendo utilizada a Pesquisa Bibliográfica e Documental, bem como entrevistas publicadas e testemunhos de alguns pajés e lideranças indígenas. Ressalta-se que, metodologicamente, foram dados diferentes tratamentos às fontes ou documentos organizados para esta pesquisa. Utilizou-se a Análise de Discurso como ferramenta para análise no que se refere à Política Nacional de Assistência a Saúde dos Povos Indígenas (PNASPI). Já em relação aos testemunhos em forma de entrevistas cedidas e publicadas pelo pajé Davi Kopenawa (etnia Yanomami) e do relato oral do pajé Racide Matuawa (etnia Kurâ-Bakairi), bem como as entrevistas cedidas por Ailton Krenak, (etnia Krenak), vem sendo utilizada a perspectiva da História Oral. Como primeiros apontamentos observa-se que existe uma naturalização da assimetria entre os dois sistemas médicos da Biomedicina em relação as MTIs, é necessário descolonizar as relações de Poder e Saber que transpassam a naturalização dessa assimetria, também existe uma diferenciação entre o conceito de saúde adotado pela Biomedicina e as MTIs. Enquanto conclusões parciais aponta-se que as descolonizações ocorrem em pequenos gestos do cotidiano, e a comunidade indígena, através de suas práticas de autoatenção, constroem seus processos de intermedicalidade e indigenização. Outro ponto apontado refere-se à necessidade de que haja uma revisão da PNASPI, a partir de uma crítica consubstanciada no que se refere à Colonialidade do Poder e do Saber, bem como se faz necessário analisar criticamente o uso do conceito interculturalidade e atenção diferenciada, como também repensar o modelo de gestão, problematizar a  participação ativa dos indígenas na gestão financeira e na política da PNASPI.

Palavras-chave: Medicinas Tradicionais Indígenas; Colonialidade do Poder/Saber; Política de Saúde Indígena.

 

 

 

 


Resumo de Cláudia Maria Guimarães Lopes de Castro/Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Estudos de Cultura Contemporânea da Faculdade de Comunicação e Artes da Universidade Federal de Mato Grosso, José Carlos Leite/PPGECCO coordenador e Julio Alberto Wong Um, Co-orientador.

 


Palavras-chave


medicinas tradicionais indigenas,colonialidade poder/saber,politica de saúde indígena