Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, XI Mostra da Pós-Graduação

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RESPOSTAS NEUROMUSCULARES DE ATLETAS DE LUTAS AGARRADAS APÓS TREINAMENTO DO CORE COM E SEM VIBRAÇÃO MECÂNICA
Victor Costa Coutinho, Jacielle Carolina Ferreira

Última alteração: 07-10-19

Resumo


Introdução: Modalidades de lutas agarradas caracterizam-se por combates de domínio, pois é necessário dominar seu oponente. Para que o atleta de lutas agarradas desempenhe alta performance nos combates, é necessário desenvolver as manifestações de força muscular, como a força máxima e força explosiva, assim como o desenvolvimento da força isométrica. Dentre os meios de treinamento voltados para desenvolver as manifestações de força muscular, tem-se o treinamento do core, visto que estudos apontaram desenvolvimento das manifestações de força, como a resistência de força, após período específico de treinamento do core. Com possibilidade de associar-se ao treino do core e capaz de desenvolver manifestações de força, tem-se a vibração mecânica. Tal estímulo promove oscilações e elas parecem exigir maior atividade e estabilização do core para manter-se a postura no exercício. Objetivo: Verificar o efeito de seis semanas de treinamento do core, realizado com e sem vibração mecânica, nas respostas neuromusculares dos músculos do core em atletas de lutas agarradas. Metodologia: A pesquisa será executada em etapas. Na primeira será feita confiabilidade dos testes Antirotação do Tronco, Puxar e Extensão do Quadril, onde serão necessários ao menos dez voluntários para executar teste e, uma semana após, reteste.  Na segunda etapa serão recrutados atletas de lutas agarradas, ocorrerá familiarização e coleta de dados pré treinamento do core. Nas coletas serão avaliadas a atividade elétrica (EMG) de músculos do core e manifestações de força muscular. As manifestações de força serão avaliadas através dos testes Preensão Palmar, Antirotação do Tronco, Extensão do Quadril, Puxar, Salto com Contramovimento, Flexão com Impulsão, Flexão Isométrica e 1 Minuto de Abdominal, e a EMG nos mesmos, com exceção do Preensão Palmar, Salto com Contramovimento, Flexão com Impulsão e 1 Minuto de Abdominal.  Na terceira etapa ocorrerá a intervenção do treinamento do core. Os voluntários realizarão duas sessões de treinamento por semana, separadas por pelo menos 48 horas. Na primeira e última sessão de treinamento haverá análise da EMG durante os exercícios. No início destas sessões serão executados testes de Contração Isométrica Voluntária Máxima (CIVM), para posterior normalização dos dados de EMG coletados durante os exercícios do treino. Na quarta etapa da pesquisa ocorrerá a reavaliação da EMG e dos testes de manifestações de força da mesma maneira como na segunda etapa. Desempenho nos testes de confiabilidade será comparado através do Test-t pareado. A confiabilidade será avaliada através do teste de Coeficiente de Correlação Intraclasse (ICC) e do Erro Padrão da Média (EPM). Normalidade dos dados será avaliada pelo teste de Shapiro-Wilk. Para comparar os dados eletromiográficos, das variáveis de força, de desempenho nos testes Antirotação do Tronco, 1 Minuto de Abdominal e Flexão Isométrica, entre os grupos e entre os momentos pré e pós intervenção de treinamento, será aplicado Anova Two-Way Mixed (2x2). Tamanho do Efeito (ŋ²) será calculado utilizando o teste Eta². O nível de significância adotado será de p<0,05.


Palavras-chave


Jiu-jitsu; Judô; Wrestling; Força do core.