Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, XI Mostra da Pós-Graduação

Tamanho da fonte: 
O gosto pela vida: importância de uma educação intercultural do gosto na formação das crianças indígenas chiquitanas das escolas da fronteira Brasil- Bolívia
Stephany Paipilla Fernandez

Última alteração: 15-10-19

Resumo


A formação dos sentidos é um longo e variável caminho, desde crianças conseguem-se identificar e caracterizar as sensações conforme aprende da cultura e das interações sociais. Com o sentido do gosto como sentido de análises, este trabalho apresenta uma abordagem teórico para propor uma educação sensorial intercultural na escola indígena chiquitana na fronteira Bolivia- Brasil. O recorte teórico fundamenta-se na análise fenomenológica do corpo e na complementariedade dos sentidos e a percepção que compõem a experiencia.  No caso específico, das crianças indígenas a escola se apresenta como um espaço de formação de experiencias onde interagem diferentes contextos de desigualdades sociais e de diferenças culturais que dinamizam as suas formas de sentir ao mesmo tempo que deslocam sua sensibilidade. Por esta questão, situo-me desde o corpo como fato social total a antropologia dos sentidos proposta do antropólogo David Le Breton para explicar especificamente o sentido do gosto desde suas dimensões fisiológicas, psicológicas e sociológicas na concepção da experiencia sensível, e a leitura crítica de Eduardo Viveiros para falar do gosto e do conceito de pessoa para as comunidades indígenas,  para finalmente propor uma educação dos sentidos desde a compreensão das relações de poder na interculturalidade e a importância da educação dos sentidos no entendimento das crianças chiquitanas como pessoas com gostos cósmicos.

Palavras-chave


educação intercultural, educação sensorial, indígenas chiquitanos