Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, X Mostra da Pós-Graduação: Direitos Humanos, trabalho coletivo e redes de pesquisa na Pós Graduação

Tamanho da fonte: 
OS PROFESSORES HOMENS NO MAGISTÉRIO PÚBLICO PRIMÁRIO DE MATO GROSSO (1937-1945): UMA ANÁLISE SOBRE AS MASCULINIDADES
CRYSTYNE DA SILVA

Última alteração: 25-09-18

Resumo


Durante o Estado Novo (1935-1947) a população brasileira foi imersa em mudanças no contexto politico, social, econômico e cultural no Brasil. Homens e mulheres foram submetidos a traçar novas formas sociais para viver no país. Direcionadas pelo Estado Novo, uma politica de unificação e centralização, autoritarista que teve como objetivo ampliar o controle do governo federal e limitar o máximo possível as influencias das oligarquias regionais. O regime, passou a definir novos padrões de convivência e conduta, construindo no país uma nova representação do que era ser homem, o homem cidadão do Estado do Novo. No contexto educacional em Mato Grosso, existiam um grande número de escolas primárias e nelas docentes homens que dedicaram suas vidas ao exercício do magistério primário nessa região. Dentro desse contexto a pesquisa tem como objetivo geral, analisar a profissão docente em Mato Grosso sob a luz do referencial teórico das Masculinidades. Além dos objetivos específicos: Contextualizar a Masculinidade Hegemônica do período; Entender o funcionamento do Magistério Público Primário em Mato Grosso; Identificar os homens que fizeram carreira no magistério primário público em Mato Grosso no período do Estado Novo seus salários, transferências de localidades e como ao exercer o magistério criavam Masculinidades Subalternas. A relevância desta pesquisa se encontra nas contribuições para a história da educação brasileira e mato-grossense, a cerca do trabalho docente primário masculino uma vez que o tema tem sido pouco problematizado, entender como os homens exerciam o magistério primário e criavam nossas formas de masculinidades contribui para a abertura de nossos caminhos historiográficos sobre a docência e as representações de gênero. Dessa forma, o objeto desta pesquisa se fundamenta nas Masculinidades (CONNEL,1987) envolvidas nas ações e práticas de professores homens que aturam nas escolas primárias públicas mato-grossenses durante o período do Estado Novo (1937-1945). Se fundamenta na perspectiva da História Cultural (CHARTIER, 1991) por considerar que a história é contada e reconstruída em diversas oportunidades culturais sejam elas na escrita de fatos cotidiano, nas produções artísticas e nas insurreições da memória. O itinerário metodológico utilizado se fundamenta na analise qualitativa de abordagem histórica, com base nas fontes documentais impressas e manuscritas, localizadas na Biblioteca Nacional (acervo digital), Arquivo Público de Mato Grosso (APMT) e nos acervos do Grupo de Pesquisa História da Educação e Memória (GEM) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Foi também utilizado o recurso da memória oral de alunos que vivenciaram o ensino junto aos professores que aturam no ensino primário público no período delimitado, publicada por outros pesquisadores. Os resultados parciais apontam que as ações e práticas sociais dos homens que se dedicaram ao magistério público primário criaram Masculinidades Subalternas a da Masculinidade Hegemônica construída pelo regime de Getúlio Vargas. Havia uma conduta esperada a ser realidades pelos homens durante todo o período ligada ao ganho salarial do trabalho, a chefia da família e a modernização do País. O trabalho no magistério primário desenvolvidos por homens, criaram várias novas formas de masculinidades identificadas como subalternas.


Palavras-chave


Professores homens. Masculinidades. Estado Novo. Mato Grosso

Referências


CHARTIER, Roger. O mundo como representação. Estud. av., São Paulo, v. 5, n. 11, abr. 1991.

CONNEL, Robert. Políticas da Mascunilidade. Rev. Educação e Realidade. 20 (2), p 185-206. Jul/ Dez. 1995