Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, X Mostra da Pós-Graduação: Direitos Humanos, trabalho coletivo e redes de pesquisa na Pós Graduação

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Parâmetros da digestão in vitro de dietas com diferentes aditivos para bovinos
Mircéia Angele Mombach, Luciano da Silva Cabral, Bruno Carneiro e Pedreira

Última alteração: 23-10-18

Resumo


A digestibilidade dos alimentos é um fator que exerce influência sobre a qualidade da dieta. O conhecimento sobre os nutrientes que serão aproveitados pelo animal é fundamental para garantir um bom desempenho. Assim, objetiva-se com este trabalho verificar se a associação de aditivos modifica os parâmetros da digestibilidade in vitro e a produção de gás de dietas para bovinos. Foram testados quatro tipos de suplementos, com salinomicina e virginiamicina: suplemento 1 (formulação contendo ureia), suplemento 2 (substituição parcial da ureia por Optygen II®), suplemento 3 (suplemento 2 com adição de cepas de levedura Saccharomyces cerevisae), suplemento 4 (suplemento 3 com a inclusão de probióticos). Como fonte de volumoso foi utilizado forragem de Brachiaria brizantha cv. BRS Piatã oriunda de pasto diferido (100 dias). Nas dietas experimentais foram mantidas uma relação volumoso: concentrado de 20:80. O experimento seguiu um delineamento inteiramente cazualizado, com 5 tratamentos (4 suplementos + controle) e 3 repetições (3 incubações). Para obtenção das curvas cumulativas de produção de gás durante 48 h de incubação foi utilizado o sistema automático com transdutor de pressão (Ankom®). A digestibilidade in vitro da matéria seca (DIVMS) e da fibra em detergente neutro (DIVFDN) foram mensuradas pelo sistema semiautomático. A produção de gás até 18 horas após a incubação foi maior para as dietas com o suplemento 2. Para a dieta controle a produção de gás (71 ml g MS-1) foi 53% menor em relação as dietas com suplemento (151 ml g MS-1). A DIVMS após 48 h de incubação foi maior na dieta com o suplemento 4 (85%) em comparação as demais dietas com suplemento (83%)  que foram superiores ao tratamento controle (51%). Além disso,  a quantidade de MS degradada por ml de gás produzido foi 28% menor para a dieta com o suplemento 4 em relação aos demais suplementos (3,51). Não houve diferença na DIVFDN entre as dietas avaliadas. A associação de aditivos na dieta de bovinos melhora a DIVMS. O uso de probióticos reduz a produção de gás para cada unidade de MS digerida, o que pode reduzir as perdas de energia para o ambiente.

Palavras-chave


Digestibilidade, Levedura, Probióticos, Parâmetros cinéticos, Ureia