Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, X Mostra da Pós-Graduação: Direitos Humanos, trabalho coletivo e redes de pesquisa na Pós Graduação

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Games: um modo de narrar histórias
Rejania Francisca da Cruz Santiago

Última alteração: 17-10-18

Resumo


O processo narrativo contribui para o entendimento da história em diferentes contextos, quais sejam: impresso, oral, eletrônico ou digital. Se no passado a arte de contar histórias, o storytelling, na tradição oralizada consistia em transmitir em palavras e gestos o factual dos eventos de maneira relevante, nota-se que, na cibercultura (cultura digital), a narrativa transmuta-se em um tipo específico de ato performático que demanda a ação do leitor. Nesse universo expandido, a ciberliteratura (literatura digital) nos convida a experienciar leituras diferentes ao jogar com o processo narrativo nos games digitais, em que elementos da narrativa como personagem, narrador, enredo, tempo e espaço misturam-se num grande jogo. É importante observar que nos games nem sempre a arte de narrar conhecida como storytelling se adequa às mecânicas do jogo em si, por isso a importância de se refletir sobre os games como cibernarrativas. Games digitais como Life is Strange 1, Life Strange, Life Strange 2 e The Stanley Parable, disponíveis para o Sistema Operacional Windows 2010, cumpridos os requisitos do sistema (software e hardware) necessários conforme publicação, revelam que há um longo percurso entre a história e a narrativa como mecânicas de jogo na crítica literária. Propomo-nos, portanto, a investigar os modos de narrar influenciados pela leitura e pelo jogo da história, que além de dialogar com as mudanças proporcionadas pela era digital também contribuem para questionamentos mais amplos, caros à Literatura enquanto constituição do texto, modo de viver e arte.


Palavras-chave


Ciberliteratura, cibernarrativa, games.