Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, X Mostra da Pós-Graduação: Direitos Humanos, trabalho coletivo e redes de pesquisa na Pós Graduação

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OS ESPAÇOS NARRATIVOS NO ROMANCE SUMMERTIME, DE J. M. COETZEE
Anna Carolina Almeida Silva

Última alteração: 17-10-18

Resumo


Discutir os espaços narrativos em obras de literatura contemporânea é frequentemente um desafio, considerando os impasses inerentes ao estabelecimento de categorias analíticas em textos de estrutura fragmentária e heterotópica Considerando tal contexto, este trabalho visa analisar o romance autoficcional Summertime, do escritor J. M. Coetzee, buscando investigar, em primeiro lugar, os espaços narrativos que, apesar de atuarem autonomamente na história como distintos elementos constituintes do mundo ficcional, compõem um todo de cunho autobiográfico da obra. Em virtude de seu caráter fragmentário, tem-se o objetivo de verificar como esses espaços se comportam no romance, e, mais precisamente, quais seus impactos na construção da obra. Para tanto, recorre-se a análises de aspectos estruturais, linguísticos e de conteúdo do romance. Além disso, busca-se investigar características presentes em narrativas autoficcionais de modo a verificar como tais espaços narrativos influenciam o aspecto autobiográfico da obra analisada. Nesse sentido, as reflexões de teóricos como Lejeune (1991), Calligaris (1998) e Blanchot (2005; 2011) são importantes subsídios para a análise de tais elementos.


Palavras-chave


autoficção; fragmentação; espaços narrativos