Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, X Mostra da Pós-Graduação: Direitos Humanos, trabalho coletivo e redes de pesquisa na Pós Graduação

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EFEITO DE UMA INTERVENÇÃO EDUCATIVA NA ADESÃO DOS IDOSOS ÀS MEDIDAS PREVENTIVAS DE QUEDAS: ESTUDO QUASE EXPERIMENTAL
Joana Darc Chaves Cardoso, Rosemeiry Capriata de Souza Azevedo, Annelita Almeida Oliveira Reiners, Carla Rafaela Teixeira Cunha

Última alteração: 03-10-18

Resumo


A maioria das intervenções para prevenção de quedas têm se mostrado importante na redução desse evento. No entanto, a prevenção desse evento e a não adesão ou baixa adesão dos idosos às medidas preventivas no seu cotidiano ainda é um problema. Eles apresentam dificuldades em adotar e manter essas medidas ao longo do tempo. Um fator relacionado à baixa adesão/não adesão são as crenças dos idosos acerca das quedas e das medidas preventivas. Evidências apontam que há idosos que deixam de adotar medidas preventivas de quedas por acreditar que as quedas são eventos naturais e inevitáveis da velhice. Embora as crenças sejam um fator relevante no entendimento da adesão/não adesão dos idosos às medidas preventivas de quedas, pouco se sabe sobre sua influência nesse fenômeno. Objetivo: Avaliar o efeito de uma intervenção educativa com foco nas crenças de prevenção de quedas na adesão dos idosos às medidas preventivas de quedas após 30 e 120 dias. Método: Estudo quase-experimental, com delineamento tempo-série. Será desenvolvido em um Centro de Convivência para Idosos de Cuiabá, com pessoas de 60 anos ou mais que frequentam as atividades oferecidas e que sejam independentes para realização de atividades diárias. Serão excluídos os idosos que apresentarem dificuldades cognitiva e mental que os impeçam de participar da intervenção. A intervenção educativa será construída com atividades a partir dos quatro componentes do Modelo de Crenças em Saúde de Rosenstock e será realizada nos meses de fevereiro a agosto de 2019 em sete tempos (T0 a T6). Serão cinco encontros que ocorrerão com intervalos de sete dias, com duração máxima de duas horas e mais dois encontros que acontecerão 30 e 120 dias após o término das atividades educativas. No T0 (baseline) será coletado dados sociodemográficos, de condições de saúde e mensurados a adesão às medidas preventivas de quedas e crenças em saúde. No T1 será realizado o primeiro encontro das atividades educativas com foco na suscetibilidade do idoso às quedas e seus fatores de risco. No T2 as atividades educativas terão como foco a severidade das quedas e suas consequências. No T3 os benefícios de adotar medidas preventivas de quedas. No T4 as barreiras que impedem a adoção de medidas preventivas de quedas. Nos tempos T5 e T6 (30 e 120 após os encontros de atividades educativas) as medidas de adesão às medidas preventivas de quedas e crenças em saúde serão novamente avaliadas, com instrumentos construídos e validados anteriormente. Os dados obtidos serão processados no programa SPSS versão 15.0 (Statistical Package for Social Sciences). No primeiro momento, as variáveis numéricas serão apresentadas em média e desvio padrão. A normalidade dos dados será testada pelo teste Shapiro-Wilk. Serão aplicados os testes t independente, U de Mann-Whitney e Qui-quadrado para comparar os dados no momento inicial da intervenção. Será adotado nível de significância de 0,05.


Palavras-chave


idoso; intervenção; prevenção de quedas

Referências


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