Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, X Mostra da Pós-Graduação: Direitos Humanos, trabalho coletivo e redes de pesquisa na Pós Graduação

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Mudanças Climáticas, Educação Ambiental e Inclusão Cenários e o Imaginário da Pessoa com Deficiência Visual
Giselly Rodrigues das Neves Silva GOMES, Michèle Sato, Regina Silva

Última alteração: 29-09-18

Resumo


É inquestionável o fato de que vivemos no limiar de uma nova era marcada por “pegadas” humanas, que podem levar à extinção toda a biodiversidade deste planeta. São muitas as evidências científicas quanto à nossa autoria nos processos de mudanças ambientais globais que têm impactado intensamente o regime climático da Terra. Portanto, tratar de assuntos como a mudança climática, é uma questão de responsabilidade global, o que exige o comprometimento de toda a sociedade, no sentido de buscar reverter o panorama de projeções que ameaçam, inclusive, a nossa própria espécie. Destarte, escolas, universidades, e os meios de comunicação, assumem papel fundamental no acesso à informação e à comunicação, incentivando este debate, e concedendo visibilidade aos grupos sociais negligenciados no campo político e científicos sobre o clima. No bojo das pesquisas do Grupo Pesquisador em Educação Ambiental, Comunicação e Arte (GPEA), e da Rede Internacional de Pesquisadores em Justiça Climática e Educação Ambiental – REAJA, o presente estudo assume a dimensão axiomática enquanto condição sine qua non em uma pesquisa, cujo foco na educação ambiental, enseja compreender o contexto de vulnerabilidades associados às mudanças climáticas, no campo da justiça climática e a inclusão das pessoas com deficiência visual (PcDV). Concebendo o percurso metodológico à luz da Cartografia do Imaginário, sob os trilhos da Pesquisa Participante, as etapas deste processo investigativo contam com a participação observante, revisão bibliográfica e entrevistas semiestruturadas junto a 12 PcDV que atuam no Instituto dos Cegos do Estado de Mato Grosso (ICEMAT), e na Associação Mato-grossense dos Cegos (AMC), que se constituem, respectivamente, em espaços educativos formal e não-formal, localizados em Cuiabá-MT. Partindo do interregno entre o “ver” e o “não ver”, as discussões revelam algumas “paisagens” que compõem a travessia de um doutorado, ainda em curso, de maneira que os resultados anunciam desafios e potencialidades da Educação Ambiental Inclusiva, enquanto subsídio às políticas públicas voltadas à redução da vulnerabilidade frente às mudanças climáticas, pautadas na participação social das PcDV.


Palavras-chave


Justiça climática; educação ambiental; pessoas com deficiência