Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, X Mostra da Pós-Graduação: Direitos Humanos, trabalho coletivo e redes de pesquisa na Pós Graduação

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Investigação de arbovírus dos gêneros flavivirus e alphavirus em culicídeos capturados na região metropolitana de Cuiabá, Mato Grosso em 2018
Nilvanei Aparecido Neves, Raquel Silva Ferreia, Renata Dezengrini Slhessarenko

Última alteração: 05-10-18

Resumo


Arbovírus são transmitidos entre humanos, animais e aves por artrópodes hematófagos, circulando em ciclos selvagens, rurais e urbanos. Recentemente houve um aumento considerável dos surtos de arboviroses no Brasil. O estado de Mato Grosso apresenta altos índices de infestação vetorial, associados a clima propício e população susceptível. A região metropolitada de Cuiabá apresenta todos os anos importante incidência de febre do dengue, zika e chikungunya. O objetivo do estudo é testar culicídeos capturados na região metropolitana de Cuiabá, MT para arbovírus pertencentes aos gêneros frequentemente associados a doença humana no Brasil. Para as capturas foram utilizados aspiradores de Nasci no período vespertino, armadilhas luminosas CDC, BG sentinelas e resting traps noturnas entre os meses de fevereiro e julho de 2018 em 20 parques das cidades de Cuiabá e Várzea Grande. Os mosquitos foram identificados em estado de dormência segundo chave dicotômica e separados em pool por local de coleta, espécie, sexo; fêmeas foram separadas quanto a presença de sangue no estômago. As asas e pernas foram removidas dos 5.007 culicídeos, 2.873 (57%) machos, 1.988 (40%) fêmeas não ingurgitadas e 146 (3%) fêmeas ingurgitadas. Estes pertencem a seis gêneros, a espécie mais prevalente foi Culex quinquefasciatus com 3.878 (77,45%) espécimes seguido de Aedes aegypti (606; 12,1%), Aedes albopictus (343; 6,85%), Culex spp. (41; 0,81%), Culex complexo pipiens (32; 0,64%), Aedes spp. (28; 0,56%), Psorophora albigenu (25; 0,5%), Psorophora ferox (16; 0,32%), Aedes serratus (10; 0,2%), Psorophora ciliata, saeva (2; 0,04%), Anopholes spp. (2; 0,04%), Psorophora circumflava (1; 0,02%), Coquillettidia spp. (1; 0,02%) e Mansonia humeralis (1; 0,02%). Esses dados demonstram a diversidade vetorial e indicam risco de transmissão de possíveis arbovírus circulantes na região metropolitana de Cuiabá.

Palavras-chave


Mosquitos, identificação, diversidade vetorial