Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, X Mostra da Pós-Graduação: Direitos Humanos, trabalho coletivo e redes de pesquisa na Pós Graduação

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CUIDADO DA FAMÍLIA AO PREMATURO NO DOMICÍLIO
Emanuelly Ferreira Lima Silva, Fabiane Blanco e Silva

Última alteração: 03-10-18

Resumo


Introdução: A prematuridade é caracterizada pelo nascimento que acontece antes da 37ª semana de gestação e mostra-se como um problema de saúde pública que está relacionado a risco de sequelas no recém-nascido que poderão comprometer sua qualidade de vida1;2. A chegada de um prematuro ao seio familiar configura-se um momento conflituoso, que acarreta sentimento de insegurança e incerteza quanto a sobrevida do recém-nascido3. Perceber o prematuro como frágil e suscetível à intercorrências desencadeiam insegurança dos pais para atender as demandas de cuidados4;5, evidenciando que o medo é um sentimento presente no ato de cuidar do recém-nascido pré-termo, desde o período de internação em unidade de terapia intensiva neonatal até após a alta hospitalar6. A ida do prematuro para o domicílio marca um período crítico de adaptação para a família, já que esta passa a responsabilizar-se pelos cuidados ao prematuro de forma integral7;8, podendo implicar em mudanças expressivas na rotina da família, que abrangem o cotidiano de trabalho e interação social, interferindo diretamente na dinâmica familiar4;6. Objetivo: Compreender o cuidado da família ao prematuro egresso de unidade de terapia intensiva neonatal, no domicílio. Metodologia: Trata-se de um estudo descritivo, exploratório de abordagem qualitativa. Esse estudo está vinculado ao projeto matricial intitulado “A continuidade do cuidado às crianças nascidas prematuras egressas da UTI Neonatal: busca pela construção da integralidade”, aprovado pelo CEP do Hospital Universitário Júlio Muller-MT sob n. 2.788.928 e CAAE: 91180518.2.0000.5541. O local de identificação dos possíveis participantes do estudo será o Hospital Universitário Júlio Muller. Serão incluídas no estudo famílias com crianças prematuras com idade gestacional menor 32 semanas, egressas da UTIN nos seis a 12 meses que antecederem a coleta de dados e residentes em Cuiabá. A coleta de dados será realizada por meio de grupo focal e precedendo a coleta de dados será apresentado aos participantes o termo de consentimento livre e esclarecido com as devidas explicações quanto aos procedimentos da pesquisa. Os dados coletados serão submetidos à análise de conteúdo. Do início ao término, este estudo atenderá aos preceitos éticos previstos na resolução 466/2012 do Conselho Nacional de Saúde. Resultados esperados: Espera-se com este estudo compreender as implicações da prematuridade no contexto familiar e os caminhos percorridos pela família para prover o cuidado ao prematuro após a alta da unidade de terapia intensiva neonatal. Espera-se ainda, a partir do olhar oportunizado pelo estudo, conferir maior visibilidade as especificidades de cuidar de um recém-nascido prematuro, afim de promover reflexões quanto a prática assistencial direcionada aos prematuros e suas famílias visando assegurar a integralidade no cuidado ao público em questão.


Palavras-chave


Recém-nascido Prematuro; Família; Enfermagem Familiar; Pesquisa Qualitativa.

Referências


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3- Oliveira, K. et al. Vivências de familiares no processo de nascimento e internação de seus filhos em UTI neonatal. Escola Anna Nery Revista de Enfermagem. 2013; 17(1): 46-53

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5- Nascimento, M.L. et al. Crianças egressas de terapia intensiva neonatal: implicações para as redes sociais de cuidado. Revista Rene. 2016; 17(5):707-715.

6- Gomes, I.F. et al. Vivências de famílias no cuidado à criança com complicações da prematuridade. Ciência, Cuidado e Saúde. 2016; 15(4):630-638.

7- Alcântara, KL et al. Orientações familiares necessárias para uma alta hospitalar segura do recém-nascido prematuro: revisão integrativa. Revista de enfermagem UFPE on line. 2017; 11(2):645-655.

8- Castro, A.C.O., Duarte, E.D., Diniz, I.A. Intervenção do enfermeiro às crianças atendidas no ambulatório de seguimento do recém-nascido de risco. Revista de Enfermagem do Centro-Oeste Mineiro. 2017; 7(e1159).