Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, X Mostra da Pós-Graduação: Direitos Humanos, trabalho coletivo e redes de pesquisa na Pós Graduação

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Higienização das mãos: adesão entre os profissionais de saúde de um hospital universitário
Thaissa Blanco Bezerra, Marília Duarte Valim

Última alteração: 03-10-18

Resumo


Introdução: A higiene das mãos é a medida individual mais simples, mais segura e menos onerosa a fim de prevenir as Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde e a transmissão cruzada de microrganismos, no entanto, a literatura mundial retrata índices de adesão consideravelmente abaixo do preconizado. Os cinco momentos para higienização das mãos estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde são: antes e após o contato com paciente, antes de realizar procedimentos assépticos, após risco de exposição a fluidos corporais e após contato com áreas próximas ao paciente. Objetivos: verificar os índices de adesão à higiene das mãos nos cinco momentos. Método: estudo transversal, realizado com a equipe de saúde composta por fisioterapeutas, médicos, enfermeiros, auxiliares e técnicos de enfermagem, das Unidades de Terapia Intensiva Adulto e Neonatal e Clínica Médica de um Hospital de Ensino em Cuiabá, Mato Grosso. O instrumento utilizado foi o formulário de observação da Organização Mundial da Saúde. A oportunidade para higiene das mãos foi definida como cada indicação na qual deve ocorrer a higiene e o cálculo para adesão compreende as ações positivas de higienização das mãos dividas pelo total de oportunidades. Resultados: Foram observadas 461 oportunidades e 182 ações positivas de higiene das mãos, o que correspondeu a uma taxa de adesão geral de 39,4%. O maior percentual de adesão foi para a categoria dos fisioterapeutas (57,4%) seguido dos enfermeiros (50,5%). A menor adesão foi entre os auxiliares (23,2%), técnicos de enfermagem (34,6%) e médicos (35,2%). A adesão foi maior após o contato com paciente (55,4%) e menor antes do contato com paciente (31,0%). No presente estudo houve maior adesão à higiene das mãos “após risco de exposição a fluidos corporais” o que mostra que os profissionais estão mais propensos a higienizarem as mãos como meio de autoproteção e menor preocupação com a segurança do paciente e prevenção de infecções. Conclusão: Diante deste contexto, infere-se a necessidade de fomentar ações voltadas para o aumento da adesão à higiene das mãos tendo como referencial a educação permanente em saúde, que preconiza a execução de treinamentos com métodos dinâmicos, que permitam o ir e vir entre teoria e prática, possibilitando também a reflexão dos profissionais com relação à segurança do paciente e maior interação entre os mesmos.


Palavras-chave


(higiene das mãos; segurança do paciente; profissionais de saúde).

Referências


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