Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, X Mostra da Pós-Graduação: Direitos Humanos, trabalho coletivo e redes de pesquisa na Pós Graduação

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POSSIBILIDADES DE COMUNICAÇÃO E INTERAÇÃO DO SURDO, SURDOCEGO E SURDO COM BRAÇOS AMPUTADOS OU COMPROMETIDOS
Nilsa Taumaurgo de Sá de Souza

Última alteração: 24-10-18

Resumo


Mestranda: Nilsa Taumaturgo Sá de Souza (PPGEL/UFMT)

nilsa.sa@hotmail.com

Orientadora: Dra. Simone de Jesus Padilha (PPGEL/UFMT)

simonejp1@gmail.com

RESUMO

Os relatos sobre a origem das Línguas de Sinais (LS) ainda são escassos, poucos registros nos possibilitam a compreensão de que elas existem desde os primórdios da humanidade. Os surdos sempre utilizaram a LS como aparato técnico para se comunicarem, porém, não reconhecida como língua, mas como gestos, mímicas e muitas vezes até considerada como algo imoral. A LS está inserida até mesmo no seio da língua oral (LO), quando intensificamos nossas falas por meio das expressões faciais, corporais e quando gesticulamos. No Brasil, a LS, hoje língua oficial de comunicação dos surdos, LIBRAS, chega em 1855, com a vinda do professor francês, Ernest Huet. Huet começa a ensinar a LS brasileira com influência da Língua Francesa de Sinais (LSF) e com ajuda de gestos que os surdos brasileiros utilizavam. Em 1857, é fundado o Imperial Instituto dos Surdos-Mudos que hoje é o Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES) no Rio de Janeiro. A LS começa a ganhar espaço e, ao longo do tempo, as estratégias para que toda pessoa com surdez tenha a possibilidade de se comunicar e interagir no meio social foram se aprimorando e novas modalidades de comunicação para surdocegos e surdos com braços amputados ou comprometidos foram sendo criadas. Este trabalho tem por objetivo apresentar um recorte da minha pesquisa de mestrado intitulada: O Trabalho do Profissional Tratudor/Intérprete de Língua de Sinais/Português Sob Uma Pespectiva Dialógica, Exotópica e de Alteridade. Aqui, apresentarei o que diz respeito às referidas modalidades de comunicação e interação, pretendendo polemizar essas possibilidades e fomentar o interesse dos profissionais da área de LS no que diz respeito às modalidades de comunicação dos surdos. Apresentarei a Libras Tátil, a Comunicação Háptica, o Tadoma, a Escrita Alfabética Tátil, o Alfabeto Tátil e o Alfabeto Podal. Cada uma dessas modalidades visa integrar a pessoa ao meio social no qual ela está inserida, partindo do pressuposto que para o sujeito se integrar e interagir ao meio há a necessidade de se relacionar com os participantes da arena dialógica. Das possibilidades de comunicação aqui mensionadas, o alfabeto podal é o menos conhecido por profissionais da área de interpretação pelo fato de ser mais incomum, essa modalidade consiste na comunicação com os pés, para pessoas com os braços comprometidos ou amputados. Deduz-se, evidentemente, que o ser humano se constitui a partir das relações sociais e das interações. Assim sendo, ele busca estratégias para a efetivação da produção de sentidos com responsividade e alteridade. Os resultados alcançados consistem na falta de conhecimento e de preparo de uma considerável parte dos profissionais da área de LS em relação às modalidade aqui apresentadas. Seja por falta da busca pela formação continuada ou pela escassez de cursos profissionalizantes específicos.

 

Palavras Chaves: Surdo; Comunicação; Interação; Língua de Sinais.

 


Palavras-chave


Palavras Chaves: Surdo; Comunicação; Interação; Língua de Sinais.

Referências


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