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Adaptação termogênica em portadoras da síndrome do ovário policístico com síndrome metabólica suplementadas aguda e cronicamente com l-arginina, cafeína ou creatina e treinando exercícios resistidos
Camila Pasa

Última alteração: 05-10-18

Resumo


A Síndrome dos ovários policísticos (SOP) é definida como um distúrbio complexo heterogêneo com vários aspectos fisiopatológicos indefinidos afetando cerca de 4 a 20% das mulheres em idade reprodutiva aumentando em 43% as chances de síndrome metabólica (SM). Por outro lado, a obesidade per se é associada a várias outras doenças metabólicas e morbidades. O TAM tem importante papel na regulação do balanço energético por ser o principal sitio de termogênese adaptativa. Por sua vez, o tecido brite seria uma transformação sofrida pelo TAB, que sob estímulo adquire as características fenotípicas do TAM, passando a desempenhar função termogênica, tem sua quantidade de mitocôndrias aumentadas, passam a expressar a UCP-1, mas uma vez cessado o estímulo, ela volta à sua condição de tecido adiposo branco. No combate à obesidade tem-se tentado estratégias adicionais, com exercício, dieta e alguns ergogênicos, a ativação da termogênese adaptativa, aumentando assim o gasto energético basal e total, de modo que, a ativação desse mecanismo dado pelo conteúdo de gordura marrom e sinalizadores gênicos influencia diretamente a composição corporal. Sendo assim, o presente trabalho tem por objetivo analisar as formas aguda e crônica se o uso dos ergogênicos L-arginina, cafeína ou creatina associados ao treinamento resistido pode melhorar o metabolismo mitocondrial e os marcadores de síndrome metabólica de mulheres com SOP/síndrome metabólica e em mulheres obesas. Serão estudadas mulheres em idade fértil e maiores de idade, portadoras de SOP-SM, ou obesas, de forma aguda suplementadas com capsulas de L-arginina, creatina (80 mg.kg-1/d), cafeína (6 mg.kg-1/d), ou placebo (amido) em um sistema de crossover duplo cego em que metade suplementa com um dos ergogênicos e metade recebe placebo invertendo a oferta com 72 h de intervalo, seguido de uma fase crônica com treinamento resistido e mais a suplementação ou o placebo com 12 grupos de 25 mulheres em um total de 300 mulheres. Elas serão avaliadas pré e pós cada fase quanto ao desempenho físico (testes de força e resistência muscular), VO2 max, bioquímica sanguínea (lipidograma, hemograma, marcadores inflamatórios e reguladores ponderais), criação de cluster nutricionais, autoimagem e estado de humor, composição corporal, equilíbrio em plataforma de força. Serão feitos testes de associação (Pearson ou Spearman), análise de variância para medidas não repetidas (ANOVA) ou o método de Friedman (pós-teste de Dunn) e clusterwise nas regressões multivariadas; O teste de qui quadrado e razão de chance (odds ratio) para comparar os suplementos entre si e o placebo (p≤0,05).

 

Palavras-chave: Ergogênico; Atividade Física; Doenças Crônicas Não-Transmissíveis.


Palavras-chave


Ergogênico; Atividade Física; Doenças Crônicas Não-Transmissíveis.

Referências


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