Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, X Mostra da Pós-Graduação: Direitos Humanos, trabalho coletivo e redes de pesquisa na Pós Graduação

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AS RETÓRICAS DO BRINCAR NO COTIDIANO ESCOLAR: UM ESTUDO DE CASO
Flora Farias de Souza, Cleomar Ferreira Gomes

Última alteração: 02-10-18

Resumo


O progresso da civilização é marcado a partir das mudanças das percepções acerca dos jogos, que delimitam as passagens de uma civilização mais rude e primitiva para a um sistema mais coerente e equilibrado. Dentro do espaço escolar, a relação entre brincar e aprendizagem aparece distinta e por vezes paradoxal, uma vez que a instituição e a organização escolar, dentro de sua trajetória apresentam resistência e conotações negativas no que tange à recreação. Mesmo em se tratando de processo de escolarização de crianças pequenas, o brincar ocupa espaço coadjuvante na rotina, quando permitido entrar nos espaços escolares surge como ação autorizada, programada, com intuitos pedagógicos (jogos educativos) com regras criadas pelos sujeitos não brincantes, ou como premiação para quem completou as tarefas mais “sérias” e “importantes”. Desse modo, a partir da abordagem qualitativa, com participação de professores e equipe gestora de uma escola pública municipal de Cuiabá, por meio de entrevistas semiestruturadas e observação da rotina escolar, o estudo objetiva compreender as concepções e práticas sobre o brincar, presentes no labor pedagógico de profissionais: gestores e professores, que implicam em aprendizagens significativas aos alunos da Educação Infantil. Como arrimo teórico, o estudo se pauta a partir das retóricas e da ambiguidade da brincadeira de Sutton-Smith (2017), as discussões sobre o brincar como atividade-motor da infância presente nos estudos de Château (1987), a perspectiva de affordance trazida por Brougère (2012), a sustentação e defesa do brincar como necessidade da criança e promoção do seu desenvolvimento e nas contribuições antropológicas de Caillois (1990) e Huizinga (2014) do jogo como ação inerente ao homem. No tocante às questões metodológicas esta pesquisa terá as contribuições de Erny (1982); Ludke: André (1986); Bogdan; Biklen (1994), André (2000) Gatti (2005).


Palavras-chave


Retóricas. Educação Infantil. Ludicidade.