Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, X Mostra da Pós-Graduação: Direitos Humanos, trabalho coletivo e redes de pesquisa na Pós Graduação

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A DIMENSÃO ESTÉTICA DA EXPERIÊNCIA NA EDUCAÇÃO INFANTIL (CRECHE)... COTIDIANO MULTISSÍGNICO... UMA PROPOSTA DE INSTALAÇÃO ARTÍSTICA
Simone de Cássia Soares Silva

Última alteração: 20-10-18

Resumo


Na contemporaneidade, a Educação Infantil apresenta-se como terreno fértil às discussões sobre educação, infância, linguagem, estética – expressões e necessidades integrais da criança em formação. Encontramos nas DCNEIs (Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil) consolidadas na resolução 05/2009 prescrições acerca das linguagens a serem abordadas nesta modalidade educativa orientadas pelos eixos brincadeiras e interações. Tal pressuposto de aprendizagem nos provoca a pensar em como a criança se relaciona, se expressa e expande as potencialidades de apreender e significar o mundo; um desafio reflexivo que envolve concepções pedagógicas, práxis e espaços inerentes ao contexto da Educação Infantil, sobretudo a experiência da infância. Pensar na formação integral da criança no contexto da creche nos leva também a conceber as interações e brincadeiras como produtoras de experiências que produzem apropriação de saberes, de modo a expandirem códigos, ressignificarem valores e percepções. Nesta perspectiva, consideramos que as experiências estéticas devam atuar como orientadoras da educação na pequena infância, pois produzem sentidos que dialogam intimamente na aparição das linguagens, produzem múltiplos letramentos e expressam a subjetividade do ser no conhecimento de si e do mundo ao seu redor. A presente pesquisa, pelo exposto, é qualitativa e de campo, participante, visando refletir sobre as vivências estéticas da criança, a partir de uma instalação artística com 21 sólidos geométricos denominados poliedros, com os quais crianças de 1 a 3 anos irão brincar, de forma que estas se tornem protagonistas de suas descobertas e invenções. Na ocasião pretendida, serão analisadas linguagens, representações, manifestações do sentir (estesia), ações estéticas e expressões da aprendizagem por meio da brincadeira e troca de experiências entre pares.  Com isso, espera-se que os espaços planejados estimulem a aparição natural de inúmeras formas de expressão e expansão das potencialidades infantis, constituindo-se em prática metodológica eficaz na educação em creche. No desenrolar da pesquisa, a estética, como aporte teórico, apresentou-se de forma a contribuir para as reflexões sobre as experiências das crianças, a relação dialógica e até simbiótica entre as diversas linguagens nessa etapa educativa, de modo a se poder afirmar que saberes formais como a matemática e a escrita fundem-se às experiências estético-estésicas e aos múltiplos letramentos. A pesquisa tem inspiração fenomenológica, nos moldes do interacionismo simbólico norte-americano, capitaneada pelas concepções teóricas de Jonh Dewey, Ana Mae Barbosa, William Corsaro, dentre outros autores. Este trabalho está ligado à linha de pesquisa: Linguagens, Cultura e Construção do conhecimento: Perspectivas Histórica e Contemporânea do mestrado em educação. Com a investigação, espera-se contribuir para os estudos sobre bebês e crianças bem pequenas, especialmente nas suas vivências artísticas, temática em geral preterida pelas pesquisas em educação.

Palavras-chave: Creche; Linguagens; Infância; Estética; Experiência.

 


Palavras-chave


Creche; Linguagens; Infância; Estética; Experiência.

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