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EFEITO DA BOTRIOSFERANA, SOBRE O DESENVOLVIMENTO TUMORAL NA OBESIDADE
Patricia Karina Comiran

Última alteração: 03-10-18

Resumo


Patrícia Karina Comiran1, Mariana Costa Ribeiro1, John Hebert Gomes da Silva1, Izabella Andrade Santos1, Kamila Ortega Martins1, Pamela Alegranci1, Eveline Aparecida Isquierdo Fonseca de Queiroz1. 1. Instituto de Ciências da Saúde (ICS), Campus Universitário de Sinop (CUS), Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

Estudos tem demonstrado, que a obesidade contribui para o desenvolvimento de diversos tipos de câncer, sendo os mecanismos associados a esse efeito, a resistência à insulina, hiperinsulinemia, inflamação crônica de baixo grau, e estresse oxidativo. Beta-glucanas fúngicas do tipo β-(1→3) são conhecidas por exibir efeitos antitumorais diretos, e podem diminuir indiretamente a proliferação tumoral por meio de respostas imunomoduladoras. Botriosferana, uma β-(1→3)(1→6)-D-glucana, produzida pelo fungo Botryosphaeria rhodina MAMB-05 tem demonstrado apresentar atividades antimutagênica, hipoglicemiante, hipocolesterolêmica, antiproliferativa e pró-apoptótica. No entanto, seus efeitos sobre o desenvolvimento tumoral não estão totalmente esclarecidos. Assim, o objetivo deste estudo foi avaliar os efeitos da botriosferana sobre o desenvolvimento tumoral em ratos obesos, e analisar o seu mecanismo de ação. Desta forma, ratos Wistar machos, foram divididos em dois grupos, controle e obesos. Ratos obesos receberam ração hiperlipídica (24,5% de gordura) e água com sacarose (300g/L) por 10 semanas. O grupo controle recebeu ração padrão (4% de gordura) e água sem sacarose. Na oitava semana, células de Tumor de Walker-256 foram inoculadas subcutaneamente no flanco superior direito dos ratos e concomitantemente foi iniciado o tratamento com botriosferana (12 mg/kg/dia, por 15 dias, via gavagem). Então, os ratos foram subdivididos em quatro grupos: controle tumor(CT); controle tumor botriosferana(CTB); obeso tumor(OT) e obeso tumor botriosferana(OTB). No final da 10ª semana, o efeito da botriosferana e o desenvolvimento tumoral foram avaliados. Foram analisados a presença da obesidade, consumo alimentar, perfil lipídico, glicídico, hemograma, desenvolvimento tumoral, presença de caquexia e expressão proteica pela técnica de Western Blotting. Dados analisados pelo ANOVA de duas vias. O desenvolvimento tumoral foi significativamente maior nos ratos OT quando comparado com o grupo CT, e a botriosferana não alterou esse parâmetro. Os animais OT apresentaram acúmulo de tecido adiposo visceral, redução da massa magra, resistência à insulina, intolerância à glicose, hiperglicemia, dislipidemia, anemia e leucocitose. A botriosferana corrigiu os níveis glicêmicos, e aumentou os níveis de colesterol total e triglicerídeos nos animais obesos com tumor. Os ratos CT e CTB apresentaram granulocitose e monocitose, sugerindo uma ativação do sistema imunológico inato. Os ratos OT e OTB apresentaram granulocitose, linfocitose e monocitose, sugerindo uma ativação imune adaptativa. Não foi observada diferença significativa na expressão proteica das proteínas Bax, Bcl-2, caspase-3 e p27. Para concluir, nossos dados demonstram que a botriosferana não alterou o desenvolvimento tumoral nos animais obesos e não-obesos, porém alterou o perfil metabólico e imunológico desses animais com tumor.

Palavras-chave: botriosferana; câncer; obesidade.

Palavras-chave


botriosferana; câncer; obesidade.