Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, X Mostra da Pós-Graduação: Direitos Humanos, trabalho coletivo e redes de pesquisa na Pós Graduação

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A autoavaliação de cursos de graduação de uma Universidade Pública Federal como instrumento de gestão acadêmica: uma proposição a partir do Sinaes
Elizaine Bagatelli, Cristiano Maciel, Taciana Sambrano

Última alteração: 07-10-18

Resumo


A pesquisa de doutoramento “A autoavaliação de cursos de graduação de uma universidade pública federal como instrumento de gestão acadêmica: uma proposição a partir do Sinaes” está vinculada ao grupo de pesquisa “Tecnologias da Informação e Comunicação na Educação”, do Programa de Pós-graduação em Educação, câmpus Cuiabá, da Universidade Federal de Mato Grosso. O projeto foi aprovado pelo CEP Humanidades da UFMT, em 17/05/2018, por meio do Parecer Nº 2.659.361. O trabalho de investigação tem por objetivo principal compreender como acontece a prática de avaliação dos cursos de graduação na Universidade Federal de Mato Grosso.

Diante das exigências legais impostas pela Lei do Sinaes (Lei nº 10.861, de 14/04/2004), as instituições de educação superior se deparam com a necessidade de criar estratégias e procedimentos que avaliem as condições de oferta do ensino, quer seja na modalidade presencial, quer seja na modalidade a distância. Não obstante, na Universidade Federal de Mato Grosso, a avaliação dos cursos, expressada nesta pesquisa como autoavaliação, não está regulamentada internamente pelo Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão (CONSEPE).

Diante dessas considerações, esta pesquisa problematiza a autoavaliação de cursos, como elemento instrumental que pode funcionar como estratégia da gestão acadêmica no âmbito dos cursos de graduação presencial e a distância, de universidades públicas. A opção metodológica que se faz é pela abordagem qualitativa, com pesquisa de investigação-ação.

Em 2017 a Pró-reitoria de Ensino de Graduação (PROEG/UFMT) realizou um levantamento junto aos 111 cursos de graduação ofertados pela UFMT em todos os 5 câmpus universitários, sendo 106 cursos presenciais e 05 cursos a distância, inquirindo-os sobre a prática que desenvolvem em relação à autoavaliação de cursos.

Dentre as respostas das coordenações ao questionário enviado pela PROEG, do total de 60 coordenadores respondentes, 41 informaram que “não há regularidade na aplicação da autoavaliação”, ou seja, 68,33% dos cursos não têm a prática da autoavaliação.

Interessou-nos, portanto, conhecer, de forma amiúde, como acontece a prática de autoavaliação naqueles 19 cursos que assinalaram que a realizam com certa frequência. Para tanto, foi elaborado um questionário com questões discursivas e enviado por meio on line aos 19 coordenadores. Dentre os participantes, 11 coordenadores responderam ao instrumento, cujas respostas possibilitaram algumas constatações: 1ª. A autoavaliação está prevista no Projeto Pedagógico do Curso em todos os cursos; 2ª. Não há consenso sobre o grupo responsável pela gestão da autoavaliação no curso; 3ª. Autoavaliação direcionada à apenas um segmento (docente ou estudante); 4ª. A baixa adesão (docentes e estudantes) à autoavaliação. 5ª. Todos entendem que a autoavaliação pode subsidiar a gestão acadêmica.

De forma feral, percebe-se que não existe, na UFMT, uma cultura de autoavaliação dos cursos de graduação. Existem experiências dispersas em alguns poucos cursos que a desenvolvem segundo critérios e entendimentos próprios do grupo gestor sem nenhuma garantia de efetiva continuidade nas gestões seguintes.

Palavras-chave


Educação; Avaliação Institucional; Gestão Acadêmica

Referências


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