Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, X Mostra da Pós-Graduação: Direitos Humanos, trabalho coletivo e redes de pesquisa na Pós Graduação

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MODELAGEM DE VOLUME COMERCIAL PARA ESPÉCIES NATIVAS EM ÁREA DE CONCESSÃO FLORESTAL NA AMAZÔNIA OCIDENTAL
SCHEILA CRISTINA BIAZATTI, Rômulo Môra, Marta Silvana Volpato Sccoti

Última alteração: 22-10-18

Resumo


Estudos sobre os métodos de estimativa do volume de florestas nativas tem sido amplamente desenvolvidos na Amazônia, principalmente impulsionados pelo cumprimento às obrigações legais do manejo florestal, sendo essa informação, indispensável para garantir a produtividade e sustentabilidade dos planos de manejo. No entanto, retratada as condições ambientais e ecologia das espécies, tem-se a necessidade de obtenção de equações que possibilitem, genericamente, as estimativas do volume comercial explorado. Nesse sentido, o presente estudo objetivou ajustar modelos de volume comercial para espécies nativas da Flona do Jamari, como forma de, gerar estimativas precisas para áreas de manejo florestal, e atender as exigências legais que requerem o uso de equações locais para estimativa do volume em áreas de manejo de florestas nativas no bioma Amazônico. O estudo foi realizado nas Unidades de Produção Anual (UPAs) 14 e 11, exploradas nos anos de 2017 e 2018, respectivamente, pertencentes a Unidade de Manejo Florestal (UMF) III. Foi realizada a cubagem rigorosa destrutiva de 130 árvores com DAP≥50 cm, correspondente à quatro espécies nativas, Angelim pedra (Hymenolobium petraeum Ducke), Cumaru (Dipterix odorata (Aubl.) Willd.), Faveira ferro (Dinizia excelsa Ducke) e Muiracatiara (Astronium lecointei Ducke). A cubagem deu-se com a mensuração do diâmetro em diferentes posições do fuste, iniciando com o toco (início do fuste comercial), 0,7 m; 1,0 m; 1,3 m e a partir dessa posição, a cada dois metros até a altura comercial, definida pela altura de inserção da copa. O volume individual de cada árvore foi determinado pelo método de Smalian. A partir dos dados de DAP, altura comercial e volume comercial, foram avaliadas as estatísticas descritivas para entender o comportamento dos referidos parâmetros, e na sequência, foi feito o ajuste de modelos de regressão amplamente citados na literatura, como os modelos da reta, de Spurr e de Schumacher-Hall em suas formas original e linearizados. A eficiência do ajuste e acurácia das equações foi realizada pelo critério estatístico de significância dos coeficientes (t Student: p-valor≤0,05), coeficiente de determinação ajustado em porcentagem (R²aj), erro padrão da estimativa em porcentagem (Syx) e gráficos dos resíduos em porcentagem.  Para os casos de equações linearizadas foi aplicada a correção pelo índice de Meyer, recalculando, nesses casos o coeficiente de determinação e erro padrão da estimativa. Os parâmetros dendrométricos, DAP, altura e volume comercial tiveram alta variação, apresentando valores de coeficiente de variação superiores a 25%, com valor maior que 50% para o volume comercial. Essa variação retrata a heterogeneidade encontrada em florestas naturais, de maneira que, para o volume comercial, por exemplo, isso reflete a dispersão do tamanho das árvores, principalmente em resposta as variações diamétricas. Em relação ao ajuste dos modelos de regressão, as estatísticas de avaliação mostraram R²aj≥75%, Syx≤28%, destacando as equações de Schumacher-Hall com melhor desempenho estatístico para estimativa de volume, também comprovado pela distribuição residual. De maneira geral, tem-se a equação de Schumacher-Hall, vc=0,0006373*(DAP^1,6016541)*(hc^0,7933344) , com melhor acurácia, considerando ainda que, baseado nos critérios estatísticos, os modelos testados, apresentam desempenho satisfatório, podendo serem utilizados para estimativa do volume comercial de espécies nativas na Amazônia.


Palavras-chave


equações de volume, modelos de regressão, Flona do Jamari, manejo de florestas nativas