Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, X Mostra da Pós-Graduação: Direitos Humanos, trabalho coletivo e redes de pesquisa na Pós Graduação

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SERVIÇO SOCIAL E EDUCAÇÃO PERMANENTE NA POLÍTICA DE SAÚDE: CONTRIBUIÇÕES PARA O EXERCÍCIO PROFISSIONAL
Thaise Torsani Lemos Machado

Última alteração: 13-10-18

Resumo


RESUMO: A educação permanente pode oportunizar espaços privilegiados para a construção do conhecimento com vistas à qualidade dos serviços prestados à população. Considera-se que as formas pelas quais se realizam as intervenções precisam ser orientadas na direção prioritária do coletivo, que estimulem e intensifiquem ações, objetivos e potencialidades no contexto cotidiano, proporcionando também um exercício profissional voltado ao protagonismo popular. Dessa forma, é importante compreender como o Serviço Social se apropria desse debate na área da saúde e como ele se dimensiona na produção do conhecimento, com as determinações da conjuntura político-econômica, social e cultural. Examinando o Código de Ética do assistente social, verifica-se que o décimo item trata justamente da qualidade dos serviços prestados à população e com o aprimoramento intelectual, na perspectiva da competência profissional. Isso aponta, a importância da educação permanente como forma de superar tendências exclusivamente instrumentais ou pragmáticas no âmbito da intervenção profissional. A educação permanente em saúde foi amplamente debatida por segmentos da sociedade organizada, sendo aprovada como política específica do Sistema Único de Saúde para a formação e desenvolvimento de trabalhadores da saúde. Sua principal característica é uma metodologia que parte da problematização do dia-a-dia no trabalho que valoriza o conhecimento para avançar na solução de problemas, garantindo um processo de formação coletiva com a participação de usuários, trabalhadores, gestão e instituições de ensino em saúde. A trajetória reflexiva em torno dos desafios e possibilidades da educação permanente do assistente social, focando sua relevância no âmbito do SUS e na afirmação do projeto Ético-Político, parte da premissa de que somente é possível ser realizada quando se apreende o movimento histórico de avanços e retrocessos pelos quais a política de saúde tem passado nos últimos anos. Entende-se que é de extrema importância refletir sobre como esses profissionais vêm desenvolvendo sua formação no sentido de compreender como estão incorporando a educação permanente em seu exercício profissional. E por isso, traçamos como objetivo da pesquisa; analisar como os assistentes sociais vinculados à política de saúde de Cuiabá/MT estão incorporando os processos de educação permanente em seu exercício profissional. A metodologia da pesquisa será de natureza qualitativa, com uso de dados primários e secundários. Será utilizada como instrumento a entrevista semiestruturada junto aos profissionais de Serviço Social dos três níveis de atenção à saúde do município de Cuiabá, e documentos normativos e de regulamentação da profissão, como os do Conselho Federal e Regional de Serviço Social (Lei de Regulamentação da Profissão nº 8.662/93, Código de Ética do assistente social de 1993, entre outros). Será utilizada também a Política Nacional de Educação Permanente do conjunto CFESS-CRESS (2012) e a da saúde (2007). Este projeto será submetido ao CEP/Humanidades observando os preceitos éticos da pesquisa com seres humanos. A questão central do objeto de estudo é qual a contribuição dos processos de educação permanente ao exercício profissional de assistentes sociais da política de saúde no município de Cuiabá/MT? Por fim, compreende-se que esse debate poderá trazer reflexões sobre a contribuição da educação permanente para o exercício profissional dos assistentes sociais.


Palavras-chave


Serviço Social; Formação Profissional; Exercício Profissional; Educação Permanente; Política de Saúde.