Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, X Mostra da Pós-Graduação: Direitos Humanos, trabalho coletivo e redes de pesquisa na Pós Graduação

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Capital simbólico, na cibercultura, da comunidade indígena Misak de Guambía, Cauca, Colômbia.
Jennifer Paola Pisso Concha, Mário Cezar Silva Leite

Última alteração: 04-10-18

Resumo


Esse trabalho investiga como se elaboram as representações sobre o capital simbólico da comunidade indígena Misak de Guambía, Cauca, Colômbia, na cultura digital (cibercultura).  Compreendendo por capital simbólico, “o capital de reconhecimento ou consagração” (BOURDIEU, 1990, p. 170), através de um processo de construção da realidade, onde se atribui um sentido imediato do mundo social e natural. Portanto, são os produtores culturais nesse poder propriamente simbólico que fazem existir, ver e acreditar nas experiências do mundo (BOURDIEU, 2003). Nesse sentido, a pesquisa tem como objetivo observar e analisar como se constrói, descontrói, reconfigura, ou “resiste”, a cultura indígena contemporânea Misak quando se depara frente às novas tecnologias; pensar em como esse universo se constrói como parte de sua identidade cultural. Os objetos de análise são textos digitais, produções audiovisuais, fotografias, blogs, mídias digitais, redes sociais, projetos comunitários indígenas desde as TICs e/ou comunicação, onde é possível perceber e analisar como se produze e quais os desdobramentos da elaboração do campo simbólico dos Misak. A metodologia é de abordagem qualitativa, netnográfica e a construção teórico-metodológica é semiodiscursiva. Analisar os imaginários, rasgos identitários, elaborações de si e sua cultura do povo guambiano contemporâneo, no ciberambiente, pode permitir uma visão mais aproximada da percepção desses povos no âmbito da diversidade cultural.

Palavras-chave: Cibercultura; indígena Misak; capital simbólico.


Palavras-chave


Cibercultura; indígena Misak; capital simbólico.

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