Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, X Mostra da Pós-Graduação: Direitos Humanos, trabalho coletivo e redes de pesquisa na Pós Graduação

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Produção de massa seca, altura de planta e teor de proteína na Urochlou ruziziensis adubado com diferentes doses de dejeto liquido de suíno
Marinho Rocho Silva, Joadil Gonçalves Abreu, Oscarlina Santos Weber

Última alteração: 23-10-18

Resumo


Uma problemática do sistema de produção de animais em pasto é a ausência de adubação com consequente queda quantitativa e qualitativa na produção de forragem. Por outro lado há oferta considerável de resíduos de industriais e de outros sistemas de produção animal que podem ser fontes de nutrientes para a adubação das plantas forrageiras. Diante disso objetivou-se o uso do dejeto liquido suíno (DLS) como fonte de adubação na Urochloa ruziziensis. O delineamento foi em blocos casualizados com quatro repetições. Os tratamentos foram quatro doses de dejeto líquido de suíno (DLS) em dois anos de produção. O primeiro ano correspondeu aos meses de março, abril e maio, outubro, novembro, dezembro de 2014 e janeiro de 2015 (sete cortes); e o segundo ano de fevereiro, março, abril e maio de 2015 (quatro cortes). As doses de DLS foram definidas em 0; 10; 20 e 30 m3 ha-1, no primeiro ano; e de 0; 30; 60 e 90 m3 ha-1, no segundo ano. Cada parcela apresentava 11,0 m de comprimento e 5,0 m de largura. Após 30 dias da emergência, foi feito o corte de uniformização a 15 cm de altura de resíduo. Posteriormente, cerca de 30 dias após, realizou-se as primeiras medições da altura da planta, produtividade de massa seca e teor de proteína bruta, e os demais cortes em intervalos de 30 dias. No primeiro ano, houve efeito linear positivo das doses de DLS sobre a produtividade de massa seca, altura de planta e proteína bruta. Na maior dose do primeiro ano (30 m3 ha-1), a produtividade de massa seca foi de 27.987, 67 kg de MS ha-1, altura de planta de 59,95 cm e proteína bruta de 6,50 %, com diferença de 30,89; 14,95 e 17,00 % entre a maior dose e sem aplicação de DLS, respectivamente. Esta pequena diferença está provavelmente relacionado ao resíduo da cultura anterior (soja). No segundo ano, também houve efeito linear positivo das doses de DLS sobre a produtividade de massa seca, altura de planta e proteína bruta. Na maior dose do segundo ano (90 m3 ha-1), a produtividade de massa seca foi de 8.647,15 kg de MS ha-1, altura de planta de 41,78 cm, teor de proteína bruta de 7,42 %, com diferença de 103,99; 39,42 e 15,27% entre a maior dose e sem aplicação de DLS, respectivamente. A Urochloa ruziziensis responde à adubação com DLS, melhorando suas características produtivas e qualitativas, sendo recomendado à dose de 90 m3 ha-1.


Palavras-chave


água residuaria, biofertilizantes, nitrogênio