Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, X Mostra da Pós-Graduação: Direitos Humanos, trabalho coletivo e redes de pesquisa na Pós Graduação

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Avaliação in vitro da atividade antiviral de extratos de diferentes espécies de Annonaceae contra o Herpes simplex vírus tipo 1
Rafael Laurindo Morales, Cristiangela Santos, Dênia Mendes de Sousa Valladão, Elton Brito Ribeiro, Stela Regina Ferrarini, Anderson Barzotto, Rogério de Campos Bicudo, Carla Regina Andrighetti

Última alteração: 04-10-18

Resumo


O Herpes simplex vírus tipo 1 (HSV-1) é um patógeno, de grande importância clínica,  associado a lesões orofaciais e genitais, sendo as genitais, as mais preocupantes por estarem correlacionadas ao aumento na incidência de infecções pelo HIV. Estudos químicos e farmacológicos de espécies vegetais da família Annonaceae têm mostrado a presença de metabólitos secundários com atividades farmacológicas importantes, tais como antiviral. Este trabalho objetivou avaliar a atividade antiviral contra o HSV-1 cepa KOS de diferentes extratos de Fusaea longifolia Aubl. Saff., Guatteria punctata (Aubl.) R.A.Howard., Xylopia benthamii R.E.Fr., Duguetia sp e Xylopia (cf) frutescens. O extrato acetato de etila dos ramos de F. longifolia (FRAE) foi incorporado na nanocápsula polimérica de núcleo lipídico (LNC), na nanocápsula LNC, carregada positivamente, formulada com polímero Eudragit RL (LNC+), empregando a deposição interfacial de polímeros pré-formados, e ao lipossoma (LP), através da evaporação em fase reversa. O extrato FRAE, também, foi submetido ao fracionamento cromatográfico em sílica gel 60 utilizando gradiente de solventes. A avaliação da atividade antiviral foi realizada através do ensaio do MTT, utilizando concentrações abaixo da Concentração Citotóxica a 50% (CC50) previamente determinadas através da avaliação da citotoxicidade, frente às células Vero E6, através do mesmo ensaio. Nanoestruturas brancas foram utilizadas para eliminar a interferência dos nanocarreadores e o aciclovir (15µM), como controle positivo. A Concentração Efetiva a 50% (CE50) e o índice de seletividade (IS=CC50/CE50) foram calculados para aqueles materiais que inibiram mais que 50% da replicação viral. O extrato acetato de etila das folhas de G.punctata, os extratos metanólico das folhas, dos ramos e fruots de X. frutescens e os extratos acetato de etila das folhas e ramos de F. longifolia FFAE e foram considerados os mais promissores apresentando um índice de seletividade (IS)= 14,73; 7,41; 15,05; 16,70; 14,28 e 10,63, respectivamente. Enquanto que os extratos de Xylopia benthamii e Duguetia sp. não foram considerados ativos. Das subfrações do extrato acetato de etila dos ramos de F. longifolia avaliadas, apenas FRAEB5 apresentou potencial antiviral com IS = 15,97 e efeito virucida.Análises  por cromatografia líquida de alta eficiência acoplada à espectrometria de massas sequencial ()revelaram a presença de quercetina–3-β-D-glicosídeo; taxifolina; quercetina e luteolina em FRAE e de quercetina–3-β-D-glicosídeo na subfração FRAEB5. Dos nanossistemas avaliados, apenas as nanocápsulas LNC+ potencializaram o efeito de FRAE. O extrato FRAE em LNC inibiu 47,00 ± 17,43% da replicação viral, enquanto que quando incorporado em LP não foi capaz de inibir a replicação do HSV-1. Novos estudos serão realizados a fim de avaliar em quais etapas do ciclo de replicação viral as amostras FRAE, FRAEB5 e LNC+ agem.

 

Palavras – chave: Annonaceae; Atividade antiviral; Nanocápsulas de núcleo lipídico.