Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, X Mostra da Pós-Graduação: Direitos Humanos, trabalho coletivo e redes de pesquisa na Pós Graduação

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Leveduras associadas a abelhas sem ferrão (Hymenoptera: Apidae: Meliponinae) no Cerrado e Pantanal Matrogrossense
Diôgo Januário da Costa Neto, Marcos Antonio Soares

Última alteração: 25-10-18

Resumo


As abelhas-sem-ferrão são polinizadoras naturais em ecossistemas tropicais e subtropicais, por serem forrageiras do pólen e néctar das angiospermas. Durante o forrageamento, leveduras podem ser vetorizadas dos substratos visitados para o mel e pólen da colmeia e desempenhar papeis funcionais na colmeia. O projeto de tese tem por objetivo avaliar a riqueza e composição de espécies de leveduras associados ao corpo, mel, pólen e intestino de abelhas sem ferrão em uma área do Pantanal e uma área de Cerrado no estado de Mato Grosso, Brasil, para verificar: 1) Colonização de leveduras vetorizadas por abelhas no mel e pólen; 2) Amplitude e partição de nicho intra e inter-específica de abelhas através da composição de espécies de leveduras vetorizadas; 3) Mudança na composição de espécies de leveduras associadas ao mel e pólen ao longo de um ano de coleta; 4) Produção de traços funcionais por leveduras associadas as abelhas; 5) Persistência das espécies de leveduras ao longo do ano nos substratos mel e pólen das colmeias, 6) Redundância funcional das espécies de leveduras presentes no mel e pólen. Enxames de abelhas foram capturados através da instalação de armadilhas em regiões com vegetação preservada no Pantanal de Mato Grosso e na região urbana de Cuiabá, utilizando iscas-odores de garrafas plásticas (2L) com solução atrativa (60% própolis, 60% cera, etanol combustível 99.3%). Após serem capturados, os enxames foram transferidos para caixas racionais, sendo instaladas 4 caixas de abelhas jatai (Tetragonisca angustula) e 4 caixas de abelhas mandaguari (Scaptotrigona postica) na base avançada de pesquisa do Pantanal, localizada em Poconé-MT, e a mesma quantidade de caixas está presente numa área de Cerrado em Cuiabá-MT. Amostragens são realizadas a cada dois meses e medidos os parâmetros físico-químicos do mel (pH, temperatura, umidade e açúcar redutor) e do pólen (pH, açúcar redutor), e a temperatura e umidade interna das caixas na região dos potes de alimentos. Como resultados preliminares, foram obtidos um total de 18 morfotipos de leveduras nas caixas de jatai (5 corpo, 10 mel e 12 pólen) e 19 morfotipos nas caixas de mandaguari (6 corpo, 7 mel, 14 pólen e 3 intestino) na área do Pantanal, e 15 morfotipos nas caixas de jatai (8 corpo, 12 mel e 12 pólen) e 18 morfotipos nas caixas de mandaguari (17 corpo, 7 intestino, 3 pólen, 6 mel), na área de Cerrado em Cuiabá

Palavras-chave


Meliponineos; Diversidade de leveduras; Funcionalidade; Nicho