Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, X Mostra da Pós-Graduação: Direitos Humanos, trabalho coletivo e redes de pesquisa na Pós Graduação

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FATORES QUE INFLUENCIAM A COMPETITIVADE NA PRODUÇÃO ORGÂNICA NO VALE DO RIO CUIABÁ
Willian Luan Rodrigues Pires, Alexandro Rodrigues Ribeiro

Última alteração: 25-10-18

Resumo


Desde do Homo Sapiens e o inicio da agricultura há cerca de 300.000 anos atrás cultivamos os alimentos de forma orgânica. Com a revolução industrial foram adicionados a produção recursos não renováveis principalmente derivados de hidrocarbonetos para a otimização artificial da produção não levando em conta os custos sociais e ambientais. Mesmo com a produção mecanicista se manteve a produção orgânica em uma escala muito menor. No Brasil temos a lei 18.831/2003 que gerencia a questão da produção orgânica e suas certificações: Certificação por Auditoria – CA, Sistema participativo de Garantia – SPG/OPAC e Controle Social na Venda Direta – OCS, o interesse pela produção orgânica de as principalmente pelo maior valor agregado que o produto possui no mercado. No estado de Mato Grosso a produção é tímida e a concentração latifundiária gera conflitos entre os pequenos produtores deixando estes ultimo com falta de incentivos a produção. Para avaliar a competitividade será levantado os fatores de gestão, estruturais e sistêmicos que influenciam este mercado sendo que esta competitividade será mensurada também pelo construto do desenvolvimento sustentável adicionando as variáveis econômicas, sociais e ambientais. Sendo assim a problemática do estudo é a seguinte: O mercado de orgânicos da região do Vale do Rio Cuiabá está competitiva frente ao mercado tradicional? O objetivo do estudo é apresentar o panorama da competitividade do mercado de orgânicos sobre a ótica do produtor. Os procedimentos metodológicos aplicados foram a pesquisa descritiva por levantamento in loco e foram coletadas 12 entrevistas no Vale do Rio Cuiabá. Foi utilizado um questionário com questões fechadas e foram coletadas as experiencias dos produtores durante cada entrevista. A análise final foi uma abordagem mista para a triangulação concomitante dos dados coletados. Em relação aos resultados socioeconômicos a maioria dos produtores são do município de Poconé – MT (75%), a idade está relativamente bem distribuída com poucas pessoas em idade de aposentadoria, a maioria dos produtores possui até o segundo grau completo (83%) e a renda familiar se concentra em até R$ 1.908,00. Com relação as propriedades o tamanho médio é de 10,59 hectares e a área de plantação orgânica é de 2,96 hectares, a média de trabalhadores por finca é de 5,5 pessoas e a média dos produtos plantados é de 16,58 produtos. Na análise dos resultados acerca da competitividade foram destacadas as seguintes falhas: Nos fatores de gestão - não comercialização em outros canais de distribuição, inovação na produção para redução de insumos utilizados rumo a agroecologia, marketing para comercialização. Fatores estruturais - Dificuldade de estruturas de mercado para livrar principalmente dos “atravessadores” e entradas em outros canais de distribuição mais rentáveis principalmente por dificuldades legais. Fatores sistêmicos - Ausência de tomada de decisão endógena. Não foi visualizado relações horizontais de cooperação no Vale do Rio Cuiabá. Falta de conscientização popular sobre o benefício do consumo de alimentos orgânicos.


Palavras-chave


Competitividade; Produção orgânica; Agroecologia